No final de semana ouvi duas histórias ótimas que queria trazer para vocês. Uma foi minha prima que contou. Ela tem 15 anos e na sexta-feira estava arrasada, porque estava “arranjando” um cara para uma amiga, só que o cara acabou se apaixonando por ela. Pior: na verdade, minha prima estava era a fim do melhor amigo desse cara, que era seu primo de terceiro grau. E ela simplesmente não sabia o que fazer para não magoar ninguém. Até aí, tudo bem, parece uma história típica de adolescentes de 15 anos. O interessante foi o que eu descobri depois de quase três horas de conversa: na verdade, nenhum deles se conhecia pessoalmente. Minha prima simplesmente “esqueceu” de mencionar que todo esse rolo se deu via MSN. “Conversar” e “conversar no MSN” ou então “conhecer” e “conhecer pessoalmente”, do ponto de vista dela, não eram coisas diferentes. A tecnologia já faz parte da vida dela de tal forma que ela não precisa mais mencioná-la. Achei fantástico. Fim da história 1.

A história 2 quem me contou foram a Fabiana, da Ametro, o Thiago, do Brasil Gigante e a Dilza, do Gleba do Pêssego (um parênteses, pra quem não sabe: “Glebla” é como um sítio, um lugar em que se planta. Eu não sabia, foi a Dilza quem me disse. Eu fui procurar no Wikcionário e não achei. Se alguém quiser escrever lá…) Mas enfim, de volta à história, na capacitação de sábado lá no Espaço da Juventude estávamos falando sobre a lentidão da conexão e as dificuldades de, por exemplo, se preencher um formulário. E eles estavam me contando que às vezes a lentidão era tanta que, para preencher um formulário para um usuário, eles acabavam usando o MSN: um passava as informações para o outro por MSN e o outro ia preenchendo.

Daí eu fiquei pensando: claro que a gente pode ficar triste por causa dos problemas de conexão. Mas também fiquei encantada com a criatividade que surge em situações necessárias, e como nossos monitores acham estratégias brilhantes para contornar os problemas que surgem. Tenho certeza que devem existir muitas outras histórias geniais assim por aí. Quem quiser contar, sinta-se à vontade. ;-)

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