de uma vez quando a quadra da escola estava vazia, porque, com a falta da professora de Educação Física todos eram dispensados.

O meu irmão e eu ficamos procurando algumas plantas bem bonitas. A maioria eram flores brancas, que eu imaginava serem dentes-de-leão, obviamente por causa da cor. Procurávamos para dar à nossa mãe, mas não sei porque me veio à cabeça juntar as mais bonitas (cada uma representando uma pessoa da família) e enterrarmos num barranco, o esconderijo desse nosso segredo mágico, para que, com um pedido, como mágica não nos faltasse a felicidade…

Coisa ainda da transição da puberdade para a adolescência … e por que não dizer da infâcia? Apesar de o tempo passar e levar nossa inocência, não levou a magia, o que me distanciava desse mundo e conseguia envolver o meu grande amigo, o meu irmão, e a gente estava unido por esse pacto. Como história de vida e do meu bairro, da minha escola, a magia deve ainda fluir na vida de muitas outras crianças lhes trazendo então felicidade.

Autor: Josimar Reginaldo de Oliveira, do Posto AcessaSP de Jd. Duprati, São Paulo – SP

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