que na infância conheci alguns colegas e dois gêmeos, primos meus; eu estudava em uma escola no centro de minha cidade. Após o término das aulas, por volta das 22h45, a gente se encontrava na praça do centro da cidade, para se divetir.

E aí conversa vai, conversa vem, surgiu um buchicho de alguns colegas, para ir até um morro localizado nas intermediações da cidade para ver a lua nascer, fiquei curioso e quis ir também neste lugar.

Ao chegar lá percebi que não era só ver a natureza e sim consumir drogas, eles me ofereceram e diziam que não fazia mal, que era só um cigarrinho de maconha, pois eu experimentei. Aí tudo começou, quase todos os dias e final de semana quis consumir esta droga, aí não parei mais, do cigarro para o injetável na veia, depois aspirar pó de cocaína, e assim foi indo desde o ano de 1985.

Hoje tenho 40 anos, casado, tenho uma filha de um ano e meio, e portador do vírus terrível que descobri em 1996; passei por dois tratamentos bravos e nada, seria hepatite “C”, me arrependo da minha infância, não totalmente.

Pois fui fraco, me deixei levar pelas drogas, sofri dois acidentes de trânsito com motos, fui internado no HC e Ribeirão, não sei o que fizeram comigo, pois carrego esta doença até hoje, minha vida mudou radicalmente, hoje luto para sobreviver, pois a droga é na verdade o símbolo da MORTE…

Autor: Ederson, 40 anos, de sua casa em Pirassununga – SP

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