de quando eu era pequeno, época em que eu vivia numa favela ao lado de um córrego que transbordava quando chovia e enchia a minha casa “barraco” de água. Minha mãe, desempregada, tinha 5 filhos para criar. Mas na sua fé, há mais ou menos 20 anos, nos obrigava a duas coisas: estudar e ir na igreja. O trabalho, nós, os filhos, procurávamos junto com a nossa mãe devido à necessidade.

O tempo passou e eu e meus irmãos crescemos. Estudamos, acreditamos em Deus, honramos nossa mãe e acreditamos em nós mesmos. Hoje eu sou aquilo que eu sempre sonhei ser, um policial coisa que nem todos conseguem: realizar-se profissionalmente naquilo que realmente desejam. Não estou rico, mas de fato realizado profissionalmente. Hoje entro em todas as casas, pois o povo assim me solicita.

Hoje tenho a oportunidade de levar seguranca e dar uma direção a quem se encontra como eu um dia me encontrei. Também tenho condições de dar a minhas filhas aquilo que eu nunca tive e sonhava ter. Eu me lembro de quando eu passei frio e fome e agradeco a Deus e a minha mãe por que nunca me deixaram desistir. Quando prendo um agressor da sociedade tenho vontade de chorar, pois um dia me vi nas condições dele, de miséria, porém com bases diferentes de educação para nao entrar em desespero.

Autor: Paulo Steidel, 33 anos, da Vila Madalena, São Paulo – SP

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