Como bom brasileiro eu adoro futebol. E como bom santista assisti ao jogo de domingo com o coração na mão. É óbvio que não gostei do resultado, muito menos da atuação do juíz, que cometeu uma série de erros grosseiros na partida. Mas sabem o que me incomodou mais? O trio de arbitragem estava testando uma nova tecnologia de comunicação a ser usada nos jogos: todos usavam fones de ouvido e comunicadores para trocarem informações precisas entre eles.

Árbitro com o radinho acoplado

Mas a tecnologia não deveria ajudar? Não ia ficar mais fácil apitar um jogo? O que vimos foi a demonstração clara de que a tecnologia nem sempre melhora. Confiantes na tecnologia os árbitros esqueceram de prestar atenção no que faziam, ou seja, trabalharam pior. O mesmo acontece quando usamos muito a calculadora, acabamos por esquecer como calcular e erramos por bobeira. Com o governo eletrônico acontece coisa semelhante: processos ruins são informatizados, acelerando a aparição dos problemas ou causando prejuizos mais rapidamente. Para evitar isso o Governo do Estado criou um grupo só para analisar os processos e analisar os sistema do estado, que originou o Comitê de Qualidade da Gestão Pública. O CQGP tem entre outras, a atribuição de “formulação, proposição e implementação de diretrizes voltadas à elevação do nível de eficiência e eficácia da Administração Pública Estadual mediante a evolução do uso da tecnologia da informação”. E o que quer dizer essa ladainha? Que em São Paulo nos preocupamos em usar bem a tecnologia, quem sabe até nos campos de futebol…

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