(21/06/06) Apesar de reconhecido internacionalmente por suas estratégias de governo eletrônico, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer no que diz respeito à oferta de serviços online aos cidadãos.

Essa é a conclusão que se pode tirar do 1º Ranking Nacional de Websites Municipais, pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos em Tecnologia de Informação para Governo da Fundação Getúlio Vargas (TecGov) e patrocinada pela Software AG.

De acordo com o levantamento – que pesquisou os portais de 300 municípios brasileiros entre dezembro de 2005 e abril deste ano – São Paulo é a cidade com melhor avaliação das iniciativas de e-gov, embora fique aquém dos níveis desejáveis.

O portal da cidade atingiu a marca geral de 3,29 pontos em um ranking que varia de 0 a 5 pontos – sendo que a menor nota representa iniciativas muito fracas ou inexistentes de governo eletrônico e a máxima, a excelência das ações. Na seqüência aparecem São Carlos (SP) com 2,61, Curitiba (PR), com 2,59 e Ipatinga (MG), que registrou 2,58 pontos (veja lista no quadro abaixo).

Algo surpreendente nas dez primeiras colocações do ranking geral é a existência de apenas duas capitais, São Paulo e Curitiba. “Muitas cidades que esperávamos ter notas razoáveis, como as próprias capitais, não atingiram a pontuação satisfatória justamente pela falta de integração dos serviços. Existe grande preocupação geralmente com a aparência e facilidade de acesso em muitos municípios, o que acaba deixando de lado questões importantes como a integração de serviços”, explica Norberto Torres, professor do TecGov/FGV e responsável pelo estudo.
O Rio de Janeiro atingiu uma das piores colocações entre as capitais (48º lugar), com 1,593 ponto, atrás de Belo Horizonte (14º lugar e 2,16 pontos), Vitória (19º), Salvador (21º) Porto Alegre (26º), Maceió (35º) e Brasília (36º).

Entre as últimas cidades do ranking apareceram Riacho de Santana (BA), com a modesta pontuação de 0,42; Macapá (AP), 0,56; Astorga (PR), 0,58; São Gonçalo do Amarante (CE) e Barnabuiú (CE) empatadas com 0,61. O ranking intercala cidades de pequeno, médio e grande portes e mostra que fatores como tamanho da cidade e renda têm pouco peso na avaliação geral.

“Fizemos uma análise para ver se existia relação entre o PIB per capta, população e o nível de serviço oferecido no portal, mas não achamos nenhum fator decisivo capaz de determinar o grau tecnológico”, aponta o professor. “Estamos trabalhando no momento para verificar se existe algum outro fator que justifique o resultado”.Governo eletrônico ainda é desafio para municípios.

Por Camila Fusco, do IDG Now

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