(12/06/06) É sabido no mundo da internet que o Orkut, rede de relacionamentos, é uma febre tipicamente brasileira – cerca de 11 dos 15 milhões de usuários do site. Esse universo bem particular também funciona como agência de encontros. São muitos os casais que surgiram e depois terminaram o relacionamento no Orkut. Para eles, a escritora Marina dos Anjos Martins de Oliveira escreveu um divertido manual, incluído em um livro inteiro só sobre o site, Orkut, Somente Convidados.

Sob medida para o Dia dos Namorados, principalmente para aqueles que se encontraram na rede, ela narra vantagens, desvantagens e saia-justas que os casais “orkutianos” acabam passando. Como, por exemplo, dar de cara com uma ex na lista de amigos do amado – e às vezes descobrir que ele se tornou “fã” dela. Explicamos: o Orkut tem uma ferramenta, representada por uma estrelinha, que permite que alguém se declare seu fã (isso você não pode controlar, só a pessoa que você aceitou como amigo). Especialmente sobre esse tópico, Marina escreveu um capítulo chamado Comportando-se no Orkut (ou outras coisinhas tensas). Ela narra, por exemplo, os problemas que declarar o relationship status, ou simplesmente estado civil, podem causar. As opções que o site oferece para os usuários são: solteiro (não é preciso explicar muito), casado (como lembra Marina, fácil de entender e pode ser usado por casais com aliança no dedo ou que morem juntos. O problema, ela diz, é quando apenas uma das partes se declara assim). Comprometido (um namoro sério, e aí o problema é o mesmo: apenas uma das partes pode declarar), Casamento aberto ( um casal que tem namoros extra-conjugais declaramente) e Relacionamento aberto (semelhante ao ficante, casais que saem de vez em quando mas não é nada sério). Depois de tudo isso, os casais ainda podem optar por não marcar nada. Significa que estão em uma situação ainda indefinida.

O melhor do livro de Marina, neste capítulo, são as observações dela sobre o assunto. Ela as classificou como Ai Que Tenso. Na ordem de tensão, a primeira é o casal que, nas palavras da autora, “vai-mas-não-vai” há tempos. “A menina entra no Orkut e opta pelo “committed.” O mundo fica achando que os dois, finalmente, se acertaram. Aí ele chega e marca “single”. Aaai. Que agoniiiia.”’ Outros exemplos são de namorados que estão querendo terminar e por isso optam por serem “solteiros” no Orkut. O site acaba servindo de termômetro para os outros (e o que outros pensam é sempre a pior parte) avaliarem como anda seu relacionamento.

Adicionando amigos

Um dos momentos mais tensos do Orkut é o de adicionar amigos. Quando esses “amigos” são na verdade gente com quem se manteve um relacionamento amoroso, isso é um problema e meio. “Eu particularmente, não consigo entender porque ex-namorados se adicionariam no Orkut. Especialmente ex-namorados que não acabaram nada bem. A única explicação que consigo achar é a falta de noção, ou de experiência mesmo, com relação à internet e seus relacionamentos virtuais”, diz Marina no livro. E dá uma dica: “siga o bom senso: se foi você quem terminou com a pessoa, não adicione.”

Ela também comenta a questão dos testemonials, ou depoimentos, que amigos, namorados e afins costumam deixar registrados nas páginas do site. Segundo a autora, na dúvida, é melhor não escrever nada. Porque aquelas palavras ficarão registradas até o fim da mania Orkut. E adverte: ou não aceita depoimentos de ex-namorados. Isso, definitivamente, não pega bem.

Do Estadão.com.br

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