(08/06/06) O governo aguarda para o dia 29 a vinda dos ministros da Economia, Negócios e Indústria, Toshihiro Nikai, e do Interior e Comunicação, Heizo Takenaka, do Japão, para selar a escolha pelo padrão japonês de TV digital. Também nessa data o presidente Lula deverá assinar o decreto presidencial com as regras de transição do sistema analógico para o digital. As primeiras transmissões comerciais com qualidade digital só devem ocorrer no próximo ano.


Os ministros serão precedidos por uma comitiva de técnicos do governo de Tóquio, que chega no dia 21, para detalhar com o governo brasileiro os termos do acordo de cooperação técnica, científica, industrial e econômica. Esse acordo, segundo uma fonte oficial, deverá trazer alguns avanços em relação ao memorando de entendimento assinado em abril, no Japão, entre os governos dos dois países, principalmente em relação aos estudos de viabilidade para a instalação, aqui, de uma fábrica de semicondutores (chips usados nos televisores digitais).

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que o governo não cogitou adiar para o próximo ano a decisão sobre o padrão de TV digital, como foi proposto segunda-feira pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, e apoiado na terça-feira pelos representantes do padrão europeu, que ainda acreditavam na competitividade de suas propostas.

“A posição do ministro Gilberto Gil é uma posição pessoal, não é uma posição do governo”, disse Costa. “O governo não fez qualquer manifestação nesse sentido”.

Quando Gil sugeriu que a decisão fosse adiada, ele argumentou que seria para evitar pressões eleitorais, já que este é um ano de eleições. Costa nega que esse tipo de pressão esteja influenciando o processo de escolha. “Eu não gosto muito dessa teoria, meio Brasil do passado, que deixa as coisas para o depois de: depois do Natal, depois do carnaval, depois da Semana Santa, depois da Copa do Mundo… E aí não acontece nada”, afirmou.

Ele acrescentou que os adiamentos na data da escolha do padrão de TV digital se deveram a acertos em documentos ou à necessidade de dar prosseguimento às negociações em torno do assunto. “As prorrogações nunca foram em vão”, disse. As informações são de O Estado de S. Paulo

Da Agência Estado , no Último Segundo

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