que durante 5 anos, dos 11 aos 16, eu consegui esconder de minha família que usava drogas… Mas um dia a casa cai, e isso aconteceu do pior jeito possível.

Eu estava com 16 anos e morava com minha avó em Porto Alegre-RS, tinha começado a usar altas doses de uns comprimidos que naquela época eram vendidos livremente nas farmácias…

Numa noite então, na casa da minha vó, durante a madrugada, comecei a ter fortes alucinações, via monstros de outro planeta saindo dos pratos de porcelana de minha vó pendurados nas paredes. Peguei uma vassoura e comecei a quebrar um por um…

Minha vó, coitada, apavorada, começou a chorar e foi até um quadro gigante de Jesus Cristo que ela tinha na parede e começou a rezar por mim. Eu muito louco, peguei e dei uma vassourada no quadro que quebrou em mil pedaços. Minha vó então abriu a porta do apartamento e saiu correndo escadas abaixo, procurou um orelhão e ligou para meu pai que veio correndo.

Meu pai muito “gauchão”, me pegou pelos cabelos e me arrastou até o carro e me levou para a Clínica Pinel e me internou, não sem antes eu brigar com seis enfermeiros, dar um soco na cara de um, rasgar o uniforme de outro, enfim, foi o maior escarcéu dos que eu já aprontei na vida. Só perde para a vez em que noutro feito por causa das drogas eu cometi o desatino de amarrar minha avó na cama e obrigá-la a me dar o seu cartão do banco, bem como a senha…

Conto tudo pra vocês para que tenham a certeza de que drogas significam muito sofrimento e talvez mil loucuras que podem nos levar para a morte, para a prisão ou para o hospício. Previna-se desse mal!

Autor: Carlos Neher, 39 anos, do Posto do AcessaSP de Taboão, Bragança Paulista – SP.

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