que quando cheguei aqui em São Paulo, nunca havia entrado ou visto o metrô. 12 dias após chegar, presisei ir até a capital, fazer uma entrevista de emprego.

Quando cheguei no metrô Luz, naquela fila enorme, eu só via o povo passar pelas catracas, mas não via onde as pessoas punham o billhete. Abobalhada, saí da fila, e fiquei observando, para ver se conseguia ver.

Um guarda, percebendo meu desespero, perguntou se podia ajudar. Meio rindo, meio séria, olhei para ele, sabedora de que ia ser fonte de gozação, mostrei o meu bilhete e lasquei: “Até pode me ajudar, seo menino. Diga-me: onde enfio esse troço?”

Às gargalhadas, ele me mostrou o orifício da catraca, passei e sumi dali. Ainda hoje rio disso e penso que quando caipira, principalmente nordestino chega aqui, sofre…

Autora: Maria José, 44 anos, do posto Acessa de Jundiaí

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