Falar em inclusão digital como grande possibilidade de inclusão social tem sido muito freqüente, no Brasil e no mundo. Realmente, a idéia de ter estas mídias como veículo para conectar pessoas e idéias de uma maneira mais ágil e menos centralizada casa muito bem com os desejos cooperação entre os povos e democratização da informação.

Nos últimos tempos, boa parte do barulho em torno da Inclusão Digital está voltada a uma percepção muito importante: a de que a rede é um espaço aberto a manifestações, com grande capacidade de mobilização e que dificulta a censura e o controle à expressão.


Isso a priori é uma boa coisa: fica mais fácil protestar, denunciar, falar de temas que algumas instituições evitam abordar. Não é à toa que países mais rígidos censuram e desconfiam da internet.

Por outro lado, há uma ética em desenvolvimento, que passa pela consciência de cada usuário da internet sobre os limites de sua ação. É preciso ter claro que difamação, calúnia, injúria, são atitudes criminosas, tanto na rede como fora dela.

Também é preciso menos ingenuidade quanto aos riscos que corremos quando expomos nossa vida pessoal no mundo virtual. A internet é uma vitrine, portanto a forma como você se expõe pode trazer conseqüências nem sempre agradáveis.

Inclusão digital se obtém permitindo aos usuários conhecerem e se apropriarem dos vários tipos de interação e formatos possíveis que as novas mídias proporcionam. Tá valendo procurar emprego, aprender programas básicos, ver o site do time do coração, mas também manter contatos com pessoas que se agregam a nossa vida só pelo ambiente virtual. Tá valendo aprender a programar, participar de oficinas de vídeo e de reciclagem de computadores, de arte na web e qualquer outra oportunidade que a vida online possa trazer até você. Tá valendo escrever blogs que falem de sua vida ou de suas reclamações sobre o mundo, levando o link para tantas outras pessoas que, como você, estão procurando os seus caminhos.

Redes sociais, no mundo da inclusão digital, são o espaço onde se formula, cotidianamente, esta nova ética de convivência humana. Espaços coletivos, que precisamos difundir sempre lembrando da responsabilidade e dos cuidados que cada um de nós deve ter na maneira em que nos colocamos. Por que, afinal, mundo virtual é também vida real, e quem ainda não percebeu isso pode acabar pagando caro.

Entrego o meu turno de blogueira do mês! Foi um prazer!

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