(04/01/07) A pesquisa Ponline 2006, realizada nos infocentros do Programa Acessa São Paulo com o Lidec/Escola do Futuro da USP, identificou uma série de informações interessantes sobre o perfil dos usuários do AcessaSP em relação ao Orkut e redes sociais online semelhantes.

-> Participação

A porcentagem geral de usuários que participam de sites de comunidades de relacionamento é de 63,1%, sendo que os homens (64,9%) participam um pouco mais do que as mulheres (62,1%).

Por tipo de posto, a participação dos usuários em postos comunitários (ligados a entidades comunitárias) e em municipais (no interior, ligados a prefeituras), respectivamente de 67,9% e 67,6%; é bem maior que a participação dos usuários em Popais (postos ligados a órgãos governamentais), que é de 54,6%.

São os adolescentes que predominam, diminuindo cada vez mais a participação, conforme a idade avança. Entre as faixas etárias de 11 a 29 anos, há uma participação dos usuários acima de 50%; a partir das faixas etárias de 30 anos, a participação dos usuários fica abaixo de 50%.

Os números são: a faixa de idade que realmente tem grande participação é de 15 a 19 anos (73,5%), mas também é grande a porcentagem de participação no Orkut das faixas de 20 a 24 anos (65,5%) e 11 a 14 anos (64,3%). Cai um pouco, mas ainda fica acima de 50%, a participação da faixa de 25 a 29 anos (56,1%). As outras faixas etárias já ficam abaixo de 50% em participação: 30-39 anos (43,1%); mais de 60 anos (38,7%); 40-49 anos (33,9%); e 50-59 anos (30,7%).

Por renda familiar, duas coisas surpreendem aqui: a primeira é que, em todas as faixas de renda familiar, há mais de 50% de participação nas redes sociais. A outra informação interessante é que a renda familiar não influencia progressivamente na participação em comunidades sociais online, já que não há ordem aqui. Pode-se sugerir, no máximo, que os extremos de renda (mais alta ou mais baixa) participam menos, e as rendas mais medianas participam mais. Isso não é absoluto, no entanto.

Vejamos: As faixas de renda que mais participam são de 2 a 4 salários-mínimos (64,7%) e entre 8 a 10 salários-mínimos (64,5%). A seguir, as faixas entre 1 e 2 salários (63,6%) e entre 4 a 6 salários (63,0%). As faixas de renda com menor participação são as com mais de 10 salários (62,0%); 6 a 8 salários (60,8%); e abaixo de 1 salário-mínimo (59,2%)

-> Motivos

Em resposta à pergunta “Na sua opinião, as pessoas participam de sites de relacionamento/comunidades virtuais (exemplo: Orkut) para quê?”, os motivos preferidos foram: Fazer novos amigos (88,5% escolheram este motivo); conversar com amigos (81,3%); trocar mensagens/scraps (70,1%); criar comunidades (61,8%); participar de comunidades (61,1%) e reencontrar pessoas (60,3%).

Os motivos que tiveram votos abaixo de 50% foram: Marcar encontros (48,0%); visitar páginas pessoais (43,2%); editar sua página pessoal (41,7%); discutir assuntos de interesse comum (38,3%); pesquisar sobre assuntos diversos (33,9%); checar a sua própria popularidade (27,7%); disponibilizar arquivos, como músicas e imagens (26,1%); checar a popularidade dos outros (23,1%); acompanhar os passos da vida alheia (20,6%); e expor sua vida pessoal (20,1%).

Separando por tipo de postos, nos Popais (Acessas ligados a órgãos públicos) especificamente, outro motivo que ficou entre os preferidos (acima de 50%), foi “marcar encontros” (52%). Nos outros tipos de postos, os motivos favoritos foram semelhantes ao geral.

Separando por sexos, os homens elegeram “marcar encontros” como um dos motivos favoritos (51,9%), enquanto as mulheres não (41,5%).

Por idades, as diferenças foram estas: adicionalmente, o motivo “marcar encontros” ficou como favorito para as faixas de 25-29 anos, 30-39 anos, 40-49 anos; e o motivo “discutir assuntos de interesse comum” ficou como um dos favoritos para a faixa etária de mais de 60 anos. Mas foram reduzidos os motivos para a faixa de 11 a 14 anos, que não escolheu “reencontrar pessoas” com mais de 50% dos votos (ficou com 47%).

Por renda familiar, adicionaram à média o motivo “marcar encontros” todas as faixas de renda a partir de 4 salários-mínimos.

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