(08/02/07) Atualmente, o dinheiro é algo que está presente no nosso cotidiano e é praticamente indispensável para a vida das pessoas. Contudo, as suas origens estão bem distantes na história.

Os povos mais primitivos utilizavam o escambo para conseguir objetos e comidas que necessitavam naquele momento. Por exemplo, quem tivesse pescado mais peixe poderia utilizar o excedente para trocar pelo milho que alguém tinha em sobra. O escambo nada mais é do que a troca de mercadorias entre as pessoas, sem ter a equivalência de valor, necessariamente.

Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.

Por sua importância, algumas mercadorias começaram a ser procuradas mais que outras. Aceitas pela maioria das pessoas, essas mercadorias assumiram a função de moeda. Elas tinham um valor determinado, o que servia para fazer comparações de valor com outros produtos.

Na história, as principais mercadorias como moeda foram o gado (por servir para vários fins, como fonte de alimentação, transporte e prestação de serviços que exigiam força bruta) e o sal (muito raro, sua função era a conservação de alimentos).

Mais tarde, os povos antigos instituíram a moeda como forma de organizar o comércio de mercadorias, o que veio a substituir o escambo. Desde que surgiram, as moedas possuem o formato que conhecemos hoje: pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial.

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos.

Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco.

A idéia do papel-moeda nasceu no dia em que uma pessoa, necessitando de moedas correntes, entregou a outra um vale para troca de mercadorias ou metais (ouro, prata, ferro ou cobre), depois dado em pagamento a um terceiro, com direito de recebê-lo do emitente.

A Casa da Moeda do Brasil produz as cédulas e moedas utilizadas no Brasil e de alguns paises no exterior, mas também uma série de outros produtos.

Em 11 de fevereiro, comemora-se o Dia da Criação da Casa da Moeda.

Saiba mais na fonte: visite o site da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo.

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Moedas que o Brasil já teve:

Réis: até 1942
Cruzeiro (Cr$): de 1942 a 1967; cada Cr$ 1,00 valia 1.000 réis
Cruzeiro Novo (NCr$): em virtude da perda de valor, o governo cortou três zeros e estabeleceu um novo padrão monetário entre os anos de 1967 a 1970; ou seja, cada NCr$ 1,00 valia Cr$ 1.000,00
Cruzeiro: voltou em 1970 e permaneceu até 1986
Cruzado (Cz$): de 1986 a 1989, foi instituído pelo Plano Cruzado durante o mandato do presidente José Sarney, numa tentativa fracassada de conter a inflação na década de 80; cada Cz$ 1,00 valia Cr$ 1.000,00
Cruzado Novo (NCz$): ainda em tempos de inflação descontrolada, teve vida extremamente curta; cada NCz$ 1,00 valia Cz$ 1.000,00
Cruzeiro: reaparece pela segunda vez como moeda nacional com o Plano Collor, em 1990
Cruzeiro Real (CR$): surgiu em 1993, no Plano Real, que tinha como características o ajuste fiscal, desindexação da economia e política monetária restritiva; cada CR$ 1,00 valia Cr$ 1.000,00
Real (R$): a atual moeda brasileira, desde 1994; quando foi lançado, cada Real valia CR$ 2.750,00

FONTE: Banco Central do Brasil, http://www.bcb.gov.br/?MPADMONET

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