(23/03/07 – Artigo AcessaSP) Spam pouco é bobagem – atire a primeira pedra quem ainda não recebeu um.

“Como é que vou saber? Nem conheço isso!”, está pensando muito provavelmente um ou outro leitor. OK, vamos lá: spams são aqueles e-mails que a gente não solicitou e que foram enviados para mais milhares de pessoas, com assuntos dos mais diversos: de avisos de recebimento de cartões virtuais a venda de medicamentos.

Spams também podem ser aqueles e-mails de amigos e parentes, repassados diversas vezes – correntes, testes, avisos sobre perigos à saúde ou casos escabrosos de maus tratos a animais. Mas você já parou para pensar que muitas dessas coisas são balela? Muitas se espalham de tal modo e em tamanho volume que “se transformam” em verdade. Como evitar? Na maioria das vezes, basta um pouquinho de atenção e bom senso.

Recentemente, usuários de orkut e Gmail têm recebido com freqüência esse tipo de e-mail, que, mais do que simples “pegadinhas”, podem instalar programas maliciosos ou roubar dados de seu computador. O e-mail da imagem abaixo, por exemplo, diz que sua conta será cancelada caso você não faça o download de uma certa ferramenta.

Mas um olhar um pouco mais atento é capaz de perceber falhas na mensagem que comprometem sua credibilidade. Por exemplo: o endereço do remetente vem como admin@v22.net – o que ele tem a ver com o Google, ou com o Gmail?

O texto do e-mail é confuso, mal escrito e com muitos erros de português – algo que mesmo uma empresa com sede nos EUA não cometeria. Tente comparar o texto desta mensagem a outros que você tem certeza que são do Google. Tente perceber a diferença entre as linguagens.

Claro que um caso como este exige um certo treino, uma malícia maior. Mas outros, como o dos “gatos bonsai”, são até uma afronta à inteligência alheia: um e-mail circulou bradando revoltadamente contra um certo site que prometia ensinar a produzir bonsais de gatos – sim, exatamente como aquelas pequenas árvores japonesas: gatos (vivos) criados nos mais diversos formatos, de cubos a formas matemáticas requintadas.

E vieram atrás dele abaixo-assinados e tudo o mais que possa perturbar e lotar a caixa postal alheia. A página, quando lida, mostra claramente que é uma piada. O suposto especialista na técnica em transformar os bichinhos em objetos de decoração explica que a coisa toda é viabilizada porque:

Até algumas semanas de vida, os ossos de um gatinho ainda não endureceram. Eles são extremamente macios e elásticos. Se você pegar um gatinho com uma semana de vida e jogá-lo no chão, ele vai quicar (bounce). Não recomendamos você fazer isto em sua casa. Ao quicar, o gatinho pode cair sobre móveis e vai ser difícil pegá-lo de volta. Além do mais, ele pode se sujar com a poeira contida nos móveis. Precisa dizer mais alguma coisa?

Confira a história completa aqui:

Parece até uma bobagem, brincadeirinha inocente, mas com o poder de difusão da internet muitas coisas tomam dimensões inimaginadas – o caso dos “gatos-bonsai”, por exemplo, chegou a ser investigado pelo FBI, a agência de inteligência norte-americana. (em inglês. Você pode traduzir no site Babelfish)

Esse tipo de e-mail, com boatos ou falsos alertas sobre vírus ou perigos de saúde “escondidos” em determinados produtos comuns (desodorantes, refrigerantes, etc.), recebe o apelido de “hoax” – boato, em inglês. Desde que a internet é o que é, e desde que o uso de e-mails se popularizou, eles existem; e muitos deles já até completaram mais de um ano de circulação! O site Quatro Cantos disponibiliza várias dessas histórias.

Fatos desse tipo só reforçam a idéia de que o computador e a internet são ferramentas como outras quaisquer, e o uso – bom ou mau – que se faz delas é de responsabilidade daquela importante pecinha que fica atrás do monitor: nós, os usuários.

Por Marina Iemini Atoji, da equipe de conteúdo do portal AcessaSP

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