(24/03/07) No Brasil, apenas 21% da população com 10 anos ou mais de idade utiliza a internet. Segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, 32,1 milhões, dos 154 milhões de habitantes do País em 2005, tiveram acesso à rede.

Os principais empecilhos para o aumento desse número são a renda e a escolaridade: enquanto as pessoas que utilizavam a internet tinham renda média de R$ 1 mil e escolaridade de 10,7 anos, as que não a utilizavam tinham renda média de R$ 333 e escolaridade de 5,6 anos.

Mesmo assim, esses números colocam o Brasil no quarto lugar entre os países latino-americanos no que se refere à penetração da internet. Perde apenas para Costa Rica, Guiana Francesa e Uruguai. O porcentual de 21% da população, porém, dá ao País apenas a 62ª posição no mundo em 2005, pelos indicadores da União Internacional das Telecomunicações (UIT), segundo Mariana Balboni, representante do Comitê Gestor de Internet – parceiro do IBGE no estudo, feito com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD).

No que diz respeito ao número total de usuários do País (32,1 milhões), o Brasil está em primeiro lugar na América Latina e no quinto lugar em todo o mundo. Mas, segundo Mariana, os dados mostram que a distribuição do uso da internet ainda é “muito ruim” no País.

O presidente da Anatel, Plínio de Aguiar Araújo, disse que os dados apurados pelo IBGE têm abrangência bem maior do que as demais pesquisas sobre o uso da internet que já foram realizadas no Brasil e, desse modo, serão utilizados pela agência e pelo Comitê Gestor de Internet para a definição de políticas públicas a partir de agora. Segundo ele, serão necessárias avaliações para definir se o porcentual de 21% de usuários de internet é baixo, mas é possível adiantar que “há a barreira da renda” para o acesso à rede no País.

Do total de usuários de internet no País, 16,2 milhões eram homens e 5,8 milhões tinham entre 30 e 39 anos (faixa etária que concentrou o maior número de usuários). A idade média dos usuários era de 28,1 anos.

Entre os principais motivos apontados para o uso da internet, destacaram-se nessa ordem: educação e aprendizado; comunicação com outras pessoas; atividade de lazer e leitura de jornais e revistas. Além disso, metade dos internautas utilizou a rede no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. A conexão discada mostrou-se mais difundida que a banda larga. Por outro lado, o principal motivo apontado para a não utilização da internet no País foi a falta de acesso a computadores (37,2%).

Celulares
A pesquisa mostrou ainda que o número de pessoas com 10 anos ou mais de idade que usavam telefone celular no Brasil somava 56,1 milhões em 2005. Segundo o estudo, escolaridade e rendimento domiciliar foram fatores que influenciaram na posse do celular. O número médio de anos de estudo das pessoas que tinham celular para uso pessoal foi 9,2 anos, enquanto o das que não o possuíam era de 5,2 anos.

A pesquisa mostrou também que o rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas que possuíam celular para uso pessoal alcançou R$ 772 enquanto o das que não tinham este tipo de telefone ficou em R$ 299.

Por Alberto Komatsu e Jacqueline Farid, do Link Estadão

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