Oi, gente!

Meu nome é Marina e hoje sou eu a encarregada de postar aqui neste blog, o que é uma honra! Afinal, acho que é o primeiro contato mais direto com vocês, leitores. Até agora, temos convivido bastante, mas acho que nem todo mundo percebeu, né? ;)

Eu sou jornalista (bom, digo que ainda sou um “projeto de jornalista”, pois tenho muuuuito que aprender :P ), e trabalho atualizando diariamente o conteúdo deste portal, entre as notícias, o Fotolog e o Eu Me Lembro… Ah, aposto que agora vocês já sacaram por que eu disse que já convivíamos bastante, antes mesmo deste post, não é?

OK, Ok, direto ao assunto, agora: aproveito este espaço pra compartilhar algumas reflexões que venho fazendo há algum tempo sobre um fenômeno que vcs devem acompanhar mais ou menos, pela internet (não, não é o aquecimento global): o “jornalismo cidadão”, ou o “jornalismo colaborativo”.


Matérias como esta, que saiu no Estadão certa vez, fazem a maior propaganda do negócio. O “faça sua própria notícia” é o sonho realizado de democratização da comunicação. Hmmmm… Será? (“cara de conteúdo”)

Claro que a participação de leitores, em qualquer meio de comunicação, é importante. Muitas matérias saem (e muitas mais deveriam sair) de sugestões de leitores, pois são eles os que mais sabem onde é que o sapato aperta. E a função do jornalismo, pelo menos para mim, é prestar serviço à população, e pelo menos ajudá-la a resolver aqueles que nem deveriam existir.

Mas por que essa explosão de seções “envie sua notícia” é jornalismo cidadão? Por que o jornalismo que busca soluções para problemas das comunidades, o jornalismo bem feito e bem pensado – todos já existentes há muito – não podem pertencer a esta categoria? Acho que, se precisamos mesmo denominar esse tal fenômeno, que tal colocar uma preposiçãozinha (jornalismo do cidadão)? Afinal de contas, o cidadão é o “ator”, é aquele que faz a notícia. Mas não necessariamente é seu alvo.

E dizer que “As pessoas acessam o blog para ver as nossas impressões sobre tal coleção, por exemplo.”, como está na matéria do Estadão que eu citei, me “encabula” um pouco. Ué, fato/notícia e opinião não são coisas diferentes?

Opinião é necessariamente jornalismo? Jornalismo pode ser opinativo? Minha resposta à primeira pergunta: não. Sua opinião é sua, você a teria independentemente de ter feito uma universidade ou não.

À segunda pergunta: sabemos que o jornalismo envolve, fatalmente, opinião – do editor, do dono do veículo, do repórter, de quem é ouvido para compor a matéria (a tal da fonte). Mas no caso do “jornalismo cidadão” das personal stylists, a notícia são as impressões delas sobre os desfiles – opinião pura e simples, não?

O (bom) jornalismo envolve responsabilidade na checagem das informações, no que diz respeito a informações passadas por terceiros. Envolve ética no uso dessa informações. Envolve responsabilidade na hora de transmitir essas informações.

Tá, talvez eu esteja querendo defender meu emprego, a ocupação que eu escolhi para o resto da vida… Mas pensar não custa nada, não é? Principalmente diante de matérias como a do Estadão, ou matérias como esta ou artigos assim

Espero não ter me empolgado e falado demais… :P Prometo que tentarei ser mais curtinha, da próxima! Mesmo assim, espero que gostem!

Abs! E inté!

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