(02/07/07 – IDG Now!) O brasileiro Vitor Carvalho, desenvolveu um método para prevenção de vazamentos de dados que torna o envio de e-mails mais seguro.

Brasileiro Vitor Carvalho, pesquisador da Universidade Carnegie Mellon, desenvolveu um método para prevenção de vazamentos de dados.

Quem nunca enviou e-mail para um destinatário errado? Uma situação como essa pode ser apenas cômica ou constrangedora, dependendo do teor da mensagem. Mas a conseqüência tende a ser desastrosa quando se lida com informação sigilosa em ambientes empresariais, governamentais ou jurídicos.

A fim de procurar evitar esse tipo de situação, o brasileiro Vitor Carvalho, pesquisador da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo método para prevenção de vazamentos de informações por e-mail.

“É uma aplicação de inteligência artificial e processamento automático de linguagem natural que diminui substancialmente a probabilidade de ocorrerem vazamentos de informação. Em testes, o método detectou os envios de e-mails a destinatários indevidos em 82% dos casos”, disse Carvalho à Agência FAPESP.

O trabalho fez parte da tese de doutorado de Carvalho, defendida no Instituto de Tecnologias de Linguagens da Universidade Carnegie Mellon, cuja pós-graduação em ciência da computação foi considerada a melhor dos Estados Unidos segundo comparativo divulgado este ano pela revista U.S. News & World Report. O método foi desenvolvido em conjunto com William Cohen, do Departamento de Inteligência Artificial.

Segundo Carvalho, a técnica foi patenteada provisoriamente e aguarda propostas para implementação em sistemas de larga escala de e-mail ou web-mail. “O potencial é muito grande, uma vez que o e-mail é um meio de comunicação usado por milhões. E, quanto maior a lista de contatos de uma pessoa ou organização, maior é a chance de um vazamento indesejado”, disse.

Para o pesquisador, o método seria especialmente importante para as empresas que trabalham com segurança na internet e para organizações que lidam com dinheiro público ou privado. O pesquisador cita como exemplo um caso famoso de vazamento de informações confidenciais que ocorreu nos Estados Unidos em 2001.

“O governo da Califórnia enviou acidentalmente a uma lista de e-mails uma mensagem com dados sigilosos sobre a compra de uma empresa de energia. Como havia jornalistas na lista, a informação vazou e prejudicou as negociações, interferiu em futuras licitações e manchou a imagem de políticos”, contou.

Um dos principais motivos de erros do tipo, segundo Carvalho, é que os programas de e-mail mais populares sugerem a complementação dos e-mails quando eles são digitados. “Às vezes, podemos digitar com pressa, ou dar uma resposta a todos os destinatários de e-mails anteriores. Isso é muito comum”, disse.

*Com informações da Agência Fapesp.

Do IDG Now!

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