O artigo desta semana mostra as diferenças de linguagem entre São Paulo no século XIX e a que é usada hoje em dia. A carga forte de religiosidade e algumas expressões diferentes são destaques.

Visitante:
”E aí, beleza? (abraçando o dono da casa) Como tá, certinho?”

Dono da casa:
”Tudo beleza… entra aí…”

Visitante avistando a mulher do dono da casa:
”E aí, fulana”

Mulher do dono da casa:
”Tudo bem, fulano, e você?”

Esse é mais ou menos o diálogo entre duas pessoas hoje em dia durante uma visita ou chegada de um parente em casa. Mas será que foi sempre assim?

Na São Paulo do século XIX, o diálogo era mais ou menos esse:

Visitante chegando na casa de alguém:
”Ó de casa!”

Respondia alguém:
”Apeie e chegue”

Quando entrava, a visita falava:
”Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Boa tarde! (já apertando as mãos).”

A resposta:
”Para sempre seja louvado! Nosso Senhor lhe dê boa tarde!”

Visitante:
”Como vai passando? Como passa a senhora dona Luísa?”

”Assim como Deus é servido! Dona Luísa (ou ‘nhá’ Luísa, pois o próprio marido não dispensava esse tratamento) vai indo meio ‘mofina’ com umas atividades do estômago.”

Já deu para imaginar que a dona Luísa andava com uma certa dor de barriga não é mesmo?

Fonte: Vida Cotidiana em São Paulo no século XIX, org. Carlos Eugênio Marcondes de Moura, editora Ateliê Editorial

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