que na minha infancia nunca tivera uma boneca de cabelo que eu pudesse pentear arrumar o cabelo. Meu pai erra funcinário publico e ganhava pouco, só tinha bonecas de plastico e sem cabelo. Minha irmã mais velha no seu primeiro emprego, era natal e acordei com uma caixa que parecia de sapato.

Era o meu sonho, uma linda boneca de cabelo loiro que eu poderia pentear, tinha até uma bolsinha com bobis para enrolar, tinha um nome que nunca vou esquecer: Rosemeri. Seu rosto e cabelo lembrava a cantora da jovem guarda. Mas eu a chamava de nequinha.

Guardei ela até depois de casada. Um dia acho que foi para o lixo e não percebi, não pude dar para filhas pois só tive meninos, lembro com carinho dessa boneca pois foi presente de minha irma e segunda mãe, que a um ano partiu para morada de Deus. Tive outras bonecas mas essa era especial por ser a primeira e unica no meu coração.

Autora: Benedita Tobias dos Santos, 48 anos, de São Paulo-SP

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