e hoje parece bobagem, mas foi inocência, porque uma criança tem muita fé no que crê, e desejar para ela é ter tudo como possível. Me lembro de uma tarde chuvosa em que havíamos assistido na tv, com a imagem ruim devido a chuva, um comentário que o mundo iria acabar.

Era fácil dela nos intimidar com a reportagem, as imagens e gráficos dos estudos científicos.

Lá em casa, como éramos cristãos, tínhamos uma bíblia vermelha de capa grossa, eu abri para ler e ver as gravuras: era Apocalípse. Aquelas imagens que via dizendo do mundo no futuro me deixaram assustado. Uma coisa, ainda naquela infância, me veio à cabeça: se Deus é mesmo bom e justo, porque até os bons passsariam por tudo aquilo?

Imediatamente escrevi uma carta a Deus dizendo da nossa vontade: de que o mundo fosse perfeito; embora ele não estivesse sendo, poupasse, Deus, nossa familia porque eu a amava muito e nós igualmente nos amávamos e não queríamos ver uns aos outros sofrer.

Depois, como haveria de mandar a Ele? Como dizia a catequese dos Sábados: Ele está no céu e em todo o lugar. Mas eu não sabia o endereço Dele. Me dei conta da impossibilidade de enviar a carta, mas pensei: se está em toda parte, estaria também lá fora onde caía a sua chuva. Provavelmente os ventos levariam a carta até Deus. E atirei ela pela janela.

Autor: Josimar Reginaldo de Oliveira, 21 anos, de São Paulo-SP

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