Novas tecnologias forçam autoridades chinesas a admitir a existência de eventos como os protestos no Tibete.

Blogs, salas de bate-papo virtuais e celulares estão fazendo com que as informações a respeito dos protestos contra a situação no Tibete sejam divulgadas mais rápido do que nunca. Porém, o governo chinês também “se arma” da tecnologia para conter o fluxo de informações negativas.

Internautas, jornalistas e empresas lutam por informações na medida em que tentam construir uma imagem imparcial dos protestos e das restrições impostas pela China no Tibete e em outros locais do país nos últimos dias.

Jeremy Goldkorn, editor do Danwei.org, que monitora a mídia chinesa, diz que as novas tecnologias estão forçando as autoridades a admitir a existência de eventos como os protestos no Tibete.

“Eles não podem mais esconder um desastre”, afirmou Goldkorn. “Antes da internet, a China conseguia isolar uma área porque a maior parte da população não tinha acesso à informações, mas agora isso não é possível.”

O blog Tenement Palm, traduziu conversas entre internautas publicados em microblogs –em que os usuários conseguem postar mensagens usando o telefone celular.

O blog coletou dezenas de posts em chinês de pessoas que diziam estar em Lhasa (capital tibetana) e publicou a versão em inglês destas mensagens.

“Lhasa está uma grande confusão, escolas foram fechadas, as batalhas na cidade são brutais”, diz uma das mensagens, postada no sábado (15), de acordo com o site.

No entanto, alguns fóruns também estão sendo usados como ferramenta para promover as ações do governo chinês. As discussões virtuais trazem opiniões indignadas contra os tibetanos.

“Há apenas uma palavra para estes separatistas que tentam destruir nossa felicidade: morte”, escreveu um usuário de Chongqing (sudoeste da China) no portal Sina.com.

Bloqueio

Desde que começaram os protestos, na semana passada, o governo chinês bloqueou o portal de troca de vídeos YouTube e o site do jornal britânico “The Guardian”, após receberem conteúdo sobre os protestos em Lhasa.

O site do jornal britânico “The Guardian” foi um dos primeiros a publicar fotos das manifestações em Lhasa, que começaram na segunda-feira (10), quando ocorreu o 49º aniversário da malsucedida insurreição de 1959.

Da Folha Online, com informações da France Presse, Pequim

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