Por Robson Leandro da Silva
Ilustração: Danielle Joanes

Pero Vaz de CaminhaUma pesquisa rápida vai nos dizer quem foi o homem que escreveu o que hoje conhcemos como sendo a certidão de nascimento do Brasil: a Carta de achamento do Brasil para o rei de Portugal, D. Manuel. Mas por que ele foi escolhido para uma função tão importante? De onde ele veio e o que fazia?


Pero Vaz de Caminha nasceu na cidade do Porto em Portugal. Era de família rica, ou como se dizia na época, ”de boa cepa”. Seguia a profissão de seu pai: era escrivão. E dos mais competentes e importantes da época. Era responsável por anotar as taxas e impstos devidos ao Tesouro do reino, cargo que tinha o nome de mestre da Balança da Moeda. Nos dias de hoje, seria quase um ministro da economia.

Era funcionário público de carreira. E de confiança, muita confiança. O rei D. Manuel era o terceiro soberano de Portugal para o qual trabalhava. Aos 50 anos e já avô, tinha recebido sua terceira nomeação como cavaleiro. Daí podemos imaginar que, a escolha do homem que registraria uma viagem tão importante. Além dessa tarefa, Pero Vaz embarcou promovido a outro cargo: o de responsável pela feitoria portuguesa em Calicute, a mais importante da coroa.

Mas, o que era para ser motivo de orgulho terminou em tragédia. Depois de três meses, Calicute foi atacada e os 50 ocupantes da feitoria, incluindo Pero Vaz de Caminha foram massacrados, sem chance de defesa.

Caminha morreu sem saber o tamanho da importância de sua carta. Em reconhecimento, D. Manuel atendeu a um pedido que constava no famoso texto: um pedido de perdão e o fim do exílio de seu genro, Jorge Osório.

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