Com proposta voltada a portadores de deficiência, ONG cria “meio de comunicação mais humano”

Um telejornal inclusivo. É essa a proposta do programa Telelibras, da ONG Vez da Voz, veiculado na web há mais de um ano e que já tem mais de cem vídeos.

Exibido no endereço www.vezdavoz.com.br/telelibras, o noticiário é realizado por uma equipe de profissionais de São Paulo, Campinas e Brasília.

Além dos apresentadores que ficam no estúdio, “repórteres especiais” fazem as reportagens externas: um rapaz surdo e outro cego, um cadeirante, um garoto com Síndrome de Down e uma jovem com baixa visão (5% do total), a cantora Sara Bentes.

Dentro ou fora do estúdio, os repórteres sempre têm ao seu lado um instrutor e intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. “Aquela coisa da TV de colocar o tradutor de Libras em uma janela pequena dentro da tela diminui o deficiente”, provoca a fonoaudióloga Cláudia Cotez, presidente da Viva Voz.

Segundo ela, o telejornal foi criado “para criar um meio de comunicação que seja mais humano”. “A pessoa com deficiência fica muito tempo na internet, que é um meio acessível para eles se informarem”, explica.

Os apresentadores e repórteres foram treinados para fazer o chamado “texto inclusivo”. Eles dão a notícia de um jeito simples e didático, que visa facilitar a compreensão de cegos e surdos.

“Muitos deficientes não compreendem as notícias dos telejornais das emissoras abertas, que não são preparados para eles. Um surdo de Fortaleza me pediu outro dia para explicarmos para ele o caso Isabella”, comenta Cláudia.

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