Geralmente candidato que manda currículo pela internet só vai à empresa após triagem

O velho e bom currículo de papel está com os dias contados, e até as conhecidas filas de desempregados podem acabar. Agora tudo é feito pela internet. Tem empresas – principalmente as maiores – que só recebem as informações dos candidatos pelo endereço eletrônico.

Numa fila de desempregados em Uberlândia (MG), ainda há gente que prefere levar os dados profissionais no papel. “Hoje está tão perigoso pôr dados na Internet, seus documentos e tudo”, justifica uma mulher. “Meu medo é mais por causa de fraude, mesmo”.

O formulário do currículo ainda é vendido em bancas, mas o recrutamento online é uma tendência nas empresas. “Com o banco de dados que nós temos, conseguimos preencher entre 70% e 80% das vagas. São todos candidatos cadastrados através do meio eletrônico”, afirma Edílson Gil Santos, gerente de recursos humanos de uma empresa em Belo Horizonte.

A estudante de psicologia Carlinda Martins Alves tentou uma vaga pela internet e recebeu a resposta em dez dias. O currículo eletrônico enviado à empresa foi bem objetivo: “Escrevi as atividades que eu conhecia, as experiências que eu tive, quais eram minhas habilidades técnicas e também as minhas habilidades pessoais”, explica.

Geralmente, o candidato que manda currículo pela internet só vai à empresa depois de uma triagem, já para a entrevista de emprego. Se antes a entrada para o mercado de trabalho era a porta da frente da firma, hoje passou a ser um clique no computador. Outra vantagem é que, mesmo depois de empregado, o interessado pode manter seu currículo na internet.

Divulgando o que sabe fazer, aumenta a possibilidade de receber outras propostas e, quem sabe, ganhar mais. “Os sites geralmente proporcionam consulta de vagas em todo o país. Aí você faz uma seleção e triagem das vagas que te interessam, de acordo com o seu perfil e com a região em quem você tem interesse”, aprova o executivo Alexandre Sena.

Quem não domina informática pode procurar ajuda em centros de informática ou de formação profissional, onde professores ensinam gratuitamente como fazer um currículo eletrônico. “O importante é destacar o nome, o objetivo e a formação em negrito, porque isso ajuda a localizar as informações”, explica a psicóloga Rose Cocarelli.

“Normalmente, não se manda foto, pretensão salarial nem anexos no e-mail”. Eliane Ambrósio dos Reis não tem computador, mas soube aproveitar a comodidade da internet para conseguir trabalho novo. “Se não fosse a internet, acho que eu ainda estaria desempregada”, diz a operadora de produção.

Do G1

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