A maioria de nós já viu na TV ou na internet, imagem de mulheres, geralmente da religão muçulmana, cobertas com uma vestimenta da cabeça aos pés chamada burca. Por pertencermos a outra cultura, achamos muito diferente esse modo de se vestir, mas, em São Paulo essa roupa foi muito mais usada do que você pode imaginar.


O uso da vestimenta que cobria todo o corpo das mulheres paulistas e que, segundo se dizia na época, ajudava a protegê-las das cantadas dos homens, começou a causar polêmica por volta do ano de 1775. Não por que as senhoras estivessem sofrendo com o calor e queriam se livrar daqueles trajes, mas sim porque, segundo o governador geral, Morgado de Mateus, aquele traje poderia ajudar a esconder “conspiradores e criminosos”.

O governador parecia ser um homem “preocupado com a moda da época”. Também resolveu proibir o uso de chapéus muito grandes ou que encobrissem o rosto dos cavalheiros. A lógica da proibição era a mesma das mulheres: “impedir conspiradores”.

Reza a lenda que as mulheres daquela época, também faziam um certo uso nada convencional da vestimenta. Como naquele tempo se vivia a época das bandeiras, onde homens corajosos viajavam pelo sertão em busca de pedras preciosas, as mulheres acabavam ficando sozinhas durante meses. Em alguns casos, até anos.

Relatos contam que, para não serem descobertas, mulheres de comportamento duvidoso, aproveitavam a ausência de seus maridos para traí-los, valendo-se da vestimenta que cobria todo o corpo, inclusive o rosto, como se fosse um verdadeiro disfarce.

Saiba mais sobre o assunto:
www.klepsidra.net

www.fashionbubbles.com

www.bbc.co.uk

Por Robson Leandro da Silva, da Equipe do AcessaSP

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