‘Link’ entrevistou candidatos à Prefeitura de São Paulo sobre suas propostas para governo eletrônico

Como a tecnologia pode aproximar cidadão e Prefeitura? É possível, em uma metrópole como São Paulo, a internet ou mesmo o celular permitir às pessoas fugir de filas, ter resposta rápida para suas questões do dia-a-dia ou até participar ativamente do governo? O que deve mudar na Prefeitura para isso?

O Link entrevistou os seis principais candidatos a prefeito. Se o conjunto de propostas de todos fosse implementado, você, cidadão, marcaria consultas médicas e faria a matrícula de seu filho na escola pela web; teria um portal da Prefeitura fácil de usar, adaptado a deficientes e com todos os gastos públicos divulgados de forma transparente; abriria uma empresa e resolveria suas dívidas com o município a distância; e teria acesso à web sem fio em qualquer lugar da cidade.

Marta Suplicy (PT) promete informatizar e integrar todos os órgãos municipais. Uma das prioridades é criar um banco de dados com prontuários de todos os pacientes da rede de saúde. “A universalização do cartão SUS, contendo o histórico de cada paciente, permitirá que ele marque consultas pela internet e possa ser atendido em qualquer local da rede”, diz.

Outra prioridade, diz, é informatizar a fiscalização, o que “acabará com o talonário de multas, que pode dar margem a atos de corrupção”. Promete ainda melhorar a usabilidade do site da Prefeitura e ampliar a quantidade de serviços. “Um projeto de governança eletrônica deve estar atento à questão da transparência na gestão pública e preocupado em oferecer ferramentas que facilitem a participação popular e o acesso às novas tecnologias”, diz.

Geraldo Alckmin (PSDB) promete “transformar em meio eletrônico tudo aquilo que puder ser feito pela internet”. Diz que irá simplificar e revisar processos, serviços e negócios da Prefeitura e “automatizar o que for necessário”. Instalará o “padrão Poupatempo” para serviços aos cidadãos nas subprefeituras, onde será possível “realizar integralmente todos os serviços municipais”.

“O uso intensivo de tecnologia deverá ser aplicado em toda a administração, mas com cinco prioridades: abertura e fechamento de empresas, toda a área tributária, telemedicina, fiscalização e educação”, diz. Alckmin promete matrícula escolar e boletim pela internet, além de agendamento de consultas médicas por web e celular.

O atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) centra suas propostas em saúde, educação, acessibilidade e finanças. Na última, promete simplificar e ampliar o número de serviços online para as “obrigações tributárias do contribuinte”. Promete também ampliar os serviços no canal de atendimento online ao cidadão, o SAC, além de reformular o portal da Prefeitura e torná-lo acessível a deficientes.

Na educação e na saúde, Kassab aposta em portais na área. Ainda na saúde, promete a portabilidade do histórico dos pacientes por meio do cartão SUS. “O objetivo é que cada vez mais processos estejam disponíveis eletronicamente, os tempos de tramitação sejam reduzidos e os processos padronizados e transparentes.”

Paulo Maluf (PP) promete “fazer um levantamento de como está a situação e investir pesado para informatizar e interligar toda a Prefeitura”. “Como prioridade, pretendo informatizar totalmente as escolas, o acesso aos meios oficiais de lazer, diversão e saúde”, diz. Também promete utilizar tecnologia para desburocratizar os procedimentos municipais, mas diz que esses projetos ainda estão sendo elaborados por sua equipe. “Acho isso (a informatização) muito importante, pois com isso ganham a cidade e seus moradores e, mais importante, combate-se a corrupção.”

Vereadora e candidata à Prefeitura, Soninha Francine (PPS) planeja implementar totens com PCs em toda a cidade para o acesso a serviços da Prefeitura e informações turísticas. “O Bilhete Único do ônibus será usado nos totens para o cidadão ser identificado e fazer transações.”

Soninha promete também simplificar o portal da Prefeitura; permitir consultas aos itinerários de ônibus pelo celular; instituir a matrícula online nas escolas e simplificar o processo de abertura de empresas e de agendamento na rede de saúde. “Hoje a pessoa não consegue ir ao posto e saber, na hora, quando será marcada a sua consulta. Quero resolver isso e, depois, permitir o agendamento de consultas pela web.”

Já Ivan Valente (PSOL) defende que, antes de pensar em serviços eletrônicos, é preciso universalizar a web (veja na pág. L9). “Se tivéssemos o serviço de agendamento de consultas, por exemplo, quem já acessa a internet será beneficiado. E o mais pobre – que não acessa – terá de chegar às 5 da manhã no posto. Isso não é democratizar.”

Valente defende, num primeiro momento, que a Prefeitura aposte na internet para prestar contas e fazer pregão eletrônico. “Daria uma transparência ao serviço que hoje está ligado a decisões políticas.”

Do Link

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