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A implantação da votação eletrônica no Brasil se deu nas eleições municipais de 1996. Desde então, as eleições brasileiras têm sido consideradas uma das mais seguras do mundo. E como estamos há poucos dias do segundo turno das eleições 2008 vamos conhecer mais sobre esse processo. E entender porque ele é mais seguro que o manual.

A votação eletrônica envolve três momentos:

Identificação do eleitor: Apesar de alguns locais terem adotado a identificação biométrica esse ano, essa parte do processo ainda é feita de forma manual na maioria das cidades. Ou seja, o eleitor chega à seção eleitoral, o mesário localiza o nome dele na folha de votação e libera a urna digitando o número do título de eleitor no terminal próprio. Nesse caso, ainda há fraude, já que os mesários podem votar pelos ausentes após o término da votação.

Votação: depois de liberada a urna, o eleitor segue para efetivar seu voto. Nessa hora mesmo que ele esqueça o número de seu candidato, os mesários são proibidos por lei de interferir. Por melhor que seja sua intenção em ajudar. O voto é individual e secreto.

Apuração: é nessa fase do processo que mais ganhou com a digitalização. Após o término da votação (17 horas) a urna eletrônica gera cinco cópias impressas do Boletim de Urna (BU), com o resultado final daquela seção eleitoral, sendo que estas devem ser assinadas pelos mesários, juiz eleitoral e fiscais partidários. Além disso é criado um disco que será levado para a totalização final dos votos. Este disco é protegido contra leitura, sendo que só o computador onde será feita a totalização é que consegue entendê-lo, evitando assim a possibilidade de alteração ou infecção do disco com vírus. Nessa etapa é praticamente impossível ocorrer fraudes.

Mesmo com toda a complexidade do processo, ainda é possível ocorrer fraudes onde há manipulação humana na votação e onde não há fiscalização partidária. Por isso, cabe aos partidos políticos intensificarem essa fiscalização, o que ficou mais fácil, pois anteriormente, no processo manual, a apuração demorava dias.

Mas quanto a fraudes mais sofisticadas, como chips softwares maliciosos capazes de alterar resultados, os TRE?s garantem que é impossível já que apenas eles têm acesso ao interior da urna ou aos programas. O processo todo foi desenvolvido pelo TSE no método estanque que impede que as várias equipes envolvidas no processo tenham acesso ao trabalho e métodos de segurança da outra.

Agora que você já sabe mais sobre o processo eletrônico de votação, pode exercer usa cidadania com segurança. E não se esqueça de levar um lembrete com o nome e o número do seu candidato.

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