Confira dicas para não ter seus dados usados por crackers

Quem está em busca de uma nova oportunidade de trabalho vai encontrar vários sites de emprego na internet para cadastramento de currículo e até anúncios de vagas em aberto. Entretanto, o uso desses serviços exige que os candidatos adotem algumas medidas de segurança antes de sair por ai divulgando dados pessoais. Fique atento para não cair em páginas falsas e suas informações pararem nas mãos de crackers que podem usá-las indevidamente.

Os crackers podem explorar os dados pessoais da vítima para emitir documentos e até abrir contas bancárias. Com os números do RG ou CPF, por exemplo, é possível checar o imposto de renda e até a declaração de alguém.

Como se precaver
Muitas pessoas se tornam vítimas dos crackers por falta de atenção, observa Charles Simão, analista de segurança da Trend Micro. “Como na internet a pessoa tem tudo na mão, ela toma menos cuidado. Assim, sozinha em casa, acaba baixando a guarda”, constata o especialista.

Simão diz que ninguém imagina encontrar um cibercriminoso do outro lado. “Ao acessar uma página que oferece alguma coisa boa, os internautas ficam eufóricos e entregam informações confidenciais, que não repassariam nem para um amigo”, ressalta.

O especialista da Trend observa que as pessoas têm o costume de clicar em qualquer link que vêem, e colocam seus dados pessoais em qualquer lugar. “Isso é como dar a chave de casa para o ladrão. Ele nem precisa arrombar a porta”, emenda.

O analista afirma que há muito programas gratuitos na web que classificam a reputação de um site. Eles fornecem informações das páginas, tempo de atividade e dizem se são seguros ou trazem algum risco.

Desconfie de sites que oferecem vantagem
Marcy Cuzziol, advogada especializada em direito eletrônico, aconselha que os internautas fiquem alertas quando uma página oferece muitas vantagens, como emprego garantido em poucos meses, por exemplo. Durante o cadastro do currículo neste tipo de site, é bom ler o contrato com muito cuidado antes de clicar no botão “aceito” ou “concordo”.

O internauta também pode tentar levantar o nome do provedor de acesso para checar informações sobre o site, procurar alguém conhecido que já usou o serviço, entrar em contato com os administradores por meio de telefone enviar e-mail para solucionar suas dúvidas.

“Caso, não obtenha resposta, fica complicado. Se desconfiar, não se cadastre”, afirma Marcy. Fique atento mesmo com as páginas com design arrojados. Elas também podem ser falsas.

O que a vítima pode fazer
Segundo a advogada, além de notificar o prestador de serviço da página, a pessoa lesada por algum golpe, deve reunir documentos (como a impressão do currículo no site e cobranças bancárias) e ir até uma delegacia de crimes virtuais para dar entrada em um boletim de ocorrência.

“Este é o melhor caminho por enquanto”, argumenta Marcy. Os policiais especializados podem investigar o ocorrido e até achar o cibercriminoso, caso o provedor seja brasileiro.

Em São Paulo, o procedimento pode ser feito no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), que fica na Av. Zack Narchi, nº 152, Carandiru. O telefone de contato é (11) 6221-7011. Nos outros Estados brasileiros, é aconselhável procurar a Secretaria de Segurança Pública para obter mais informações.

“Caso a vítima tenha sido roubada por um cracker, os bancos fazem uma investigação. Comprovado o problema, eles podem ressarcir quem foi lesado”, diz advogada.
Simão, analista de segurança da Trend afirma que é possível retirar informações pessoais do ar.

“O problema é que em muitos destes golpes o provedor é conivente com ações criminosas, e o país onde o site está hospedado não tem legislação para isso”, afirma.

Nações como a China, Marrocos, Letônia e Rússia, são alguns exemplos disso. O especialista explica que no Brasil isso é mais fácil de ser solucionado, apesar de considerar a legislação local ineficiente para crimes eletrônicos.

Do WNews

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