Iniciativas voltadas para Terceira idade provam que nunca é tarde para aprender novas tecnologias


Primeira turma do projeto de Itaquá

Dona Nilda Andrade nunca gostou de computadores. Até que ouviu suas amigas do grupo de Melhor Idade comentarem sobre um curso de informática que estavam fazendo e decidiu experimentar. Hoje, ela faz parte da terceira turma do projeto Ser feliz na Internet, do monitor Jefferson Petreski, do posto do AcessaSP de Itaquaquecetuba. Aos 60 anos Dona Nilda descobriu a internet e faz planos de usá-la para se comunicar com seus irmãos que moram longe, no Espírito Santo.

De acordo com a Ponline 2007, pessoas acima de 60 anos representam 0,6% dos usuários dos postos do AcessaSP. No entanto, números do Seade apontam que os idosos são 9,3% da população do Estado de São Paulo. Isso confirma a importância de projetos como o Ser feliz na Internet, que visa incluir o público dessa faixa etária.


Primeira turma de terceira idade de Itaquá

Segundo o monitor autor do projeto, o objetivo é apresentar o leque de atividades online para pessoas dessa faixa etária. “As aulas não têm foco profissionalizante. A idéia é que eles descubram que podem usar a Web para serviços comuns no dia-a-dia e também para fazerem o que gostam”, acrescenta Petreski.

Como no caso da aluna Dona Hélia Dias, de 66 anos, que usa a internet para achar desenhos para fazer pintura. Já Dona Hilda dos Santos, 65 anos, está animada para aprender a pegar receitas de bordado e crochê na Web. Enquanto Dona Marinez Romero de 63 anos, formada na 2ª turma do projeto, achou importante aprender informática antes de se inscrever num curso de medicina alternativa da faculdade para a terceira idade.

O aprendizado de novas tecnologias também possibilita a socialização dos idosos, tanto no mundo real, como virtual. Dona Paula de Oliveira, 70 anos, se sentia muito sozinha. E seguindo o conselho de sua nora foi fazer o curso para aprender algo novo e “estar no meio de gente”. Dona Paula participou da oficina de Informática do Ciclo 12 do Parque da Juventude, na capital.


Turma de terceira idade de Rubinéia

Outras pessoas usam seus novos conhecimentos de Web para encurtar a distância de quem se gosta. Como Geny Venâncio, 59 anos, aluna do projeto Inclusão Digital da 3ª Idade, dos monitores Fábio Rodrigues Junior e Lucimara de Freitas da cidade de Rubinéia. Geny foi convencida pelas irmãs que moram uma em Catres, no Mato Grosso e outra na capital São Paulo, a aprender a usar o computador para que pudessem conversar via comunicadores instantâneos.

Também de Rubinéia, Dona Maria Terezinha de Godoy, 64 anos, quer mais é participar da evolução tecnológica. “Quis aprender informática para ficar por dentro. As pessoas de mais idade têm que se manter atualizadas”, afirma.

Atualmente, a Rede de Projetos do programa abriga 85 iniciativas voltadas à terceira idade, cerca de 20% do total de projetos registrados. “Os jovens já nasceram com computador e internet, por isso para eles é algo natural. Já os idosos têm maior necessidade de intermediação para usar o computador. Daí a importância desse tipo de iniciativa no processo de inclusão digital de pessoas mais velhas”, explica o coordenador da Rede de Projetos, Ângelo Pixel.

Visite a Rede de Projetos e conhece essas e outras iniciativas.

http://rede.acessasp.sp.gov.br/

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