Cidade de Iporanga

Os primeiros indícios de ocupação colonial em meados do Séc. XVI, no ano de 1576, com a formação do primeiro núcleo habitacional, o “Garimpo de Santo Antônio”, por faiscadores de ouro, a 8 km da foz do Ribeirão Iporanga, afluente do Rio Ribeira de Iguape, onde hoje se encontra o Bairro do Ribeirão, trouxeram os primeiros cultivos econômicos da época, a cana-de-açúcar e de subsistência, os cereais.

Durante o Séc. XVII, em pleno movimento bandeirantista, inicia-se na região do Médio Vale, um ciclo de exposição de ouro de lavagem, que logo se esfria com a descoberta de novas jazidas nas Minas Gerais e no Centro-Oeste do país. Na virada do século, desde esta época, há fixação de pequenos núcleos na região, como por exemplo, a fundação do “Arraial de Santo Antônio”, em 1625.

A partir de 1676 devido ao crescimento da economia e das dificuldades em atingir o Ribeira, através do Ribeirão de Iporanga, inicia-se a formação do porto Ribeirão, na foz do Rio Iporanga, ponto de partida, com o crescimento deste núcleo, que em 1730, viria a se tornar à sede do Município.

No Séc. XVII, a exploração do ouro nas Serras do Ribeira vai sendo acompanhada e, aos poucos, substituídas por um cultivo incipiente de arroz e mandioca. As condições geográficas não favoreceram uma agricultura de maior porte além das dificuldades de escoamento dos produtos até Cananéia (por via fluvial), ou até Apiaí (em lombo de burro). Estas condições certamente contaram para que, já no Séc. XIX, a região se mantivesse a margem de outro grande ciclo econômico, o ciclo do café.

Durante o Séc. XVIII além do ouro, várias famílias foram se estabelecendo ao longo do Ribeira, explorando as terras férteis com a produção de arroz, milho, mandioca e principalmente a cana-de-açúcar, proporcionando com isto o surgimento de futuras e pequenas agroindústrias de rapadura, aguardente e farinhas, que seriam vendidos nos povoados vizinhos.

A figura do tropeiro, ainda hoje marcada na memória da população, que do Século XVII ao Século XIX, foi parte integrante da economia do município, que chegavam em canoas do litoral pelo Rio Ribeira e seguiam em direção ao planalto, pelos trechos do Rio Betary, tido como ramal do Peabiru; e do Ribeirão Iporanga. Nos livros de notas da Vila Sant’Ana de Iporanga, em 1822 existiam 68 tropeiros cadastrados e 42 proprietários de tropas. Por decreto imperial, aos nove do mês de Dezembro do ano de 1830, o povoado foi elevado à categoria de freguesia, com seus limites oficialmente demarcados, com o ouro esgotado, a Agricultura continuava em franca expansão e com uma prospera atividade comercial.


Cachoeira Meu Deus, em Iporanga

Iporanga está situada na região serrana do Vale do Ribeira no Estado de São Paulo, centro da maior área de remanescentes da Mata Atlântica, inserida na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, com 85% do seu território com cobertura florestal.

A zona rural do Município é composta basicamente por pequenas comunidades Tradicionais, de Quilombos, com ocupação que remontam entre 200 e 400 anos e que possuem elevado grau de integração com a natureza, pois sempre viveram do extrativismo e da agricultura de subsistência.

O município ocupa grandes áreas de relevo cáustico e abriga cerca de 290 cavidades naturais catalogadas, o que faz do município de Iporanga a “Capital das Cavernas”, umas das maiores concentrações de cavernas do mundo, alem de várias outras atrações como: trilhas, cachoeiras, rapel, bóia cross, centro histórico e eventos religiosos, o que caracteriza o município como excelente destino “eco turístico”.

MAIS INFORMAÇÕES: www.iporanga.sp.gov.br ou turiporanga@gmail.com

Com informações de Hélio Lopes, monitor do Acessa Iporanga

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