que entre 10 irmãos eu era o que mais se aproximava da minha mãe. Onde ela fosse eu tinha que ir (lavar roupa, no médico, na casa de alguma amiga…). Se eu comprasse um doce na rua, a metade era dela.

Um certo dia, quando acordei, ela estava com uma sacola na mão. Ia saindo, eu perguntei onde ela estava indo. Me respondeu que iria fazer uma visita e não poderia me levar, mas que voltava logo. Nunca mais voltou. Eu estava com 12 anos, hoje estou com 42. Que saudade. Lembro-me que naquele dia fiquei sentado no portão de casa e todas as pessoas que apontavam na esquina daquela rua eu pensava que fosse ela, era uma rua sem iluminação pública. Tive que entrar para dentro da casa a base de uma surra pelo meu pai.

Mesmo assim, para mim ela é a mãe mais linda do mundo. QUE SAUDADE!

Autor: José Carlos Alves de Lima, 42 anos, São Paulo-SP

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