Muitos profissionais liberais utilizam os laboratórios de informática criados pelo governo do estado, que funcionam como uma lan house, só que de graça, para trabalhar

Norberto é consultor financeiro. Laurindo é eletricista. André trabalha na área de segurança. Os três são profissionais autônomos.

O posto do programa Acessa São Paulo, que fica no Parque da Juventude, na zona norte da capital, e oferece internet de graça para a população, funciona como o escritório virtual deles.

“Eu passo mais tempo aqui do que na rua. Daqui, partem todos os meus contatos”, diz Laurindo Rodrigues, eletricista.

“Aqui é meu escritório…” comenta Norberto Edgar da Silva, consultor financeiro.

“Faço pesquisas, faço buscas, faço cotações…”, diz André Lopes Antunes, especialista em sistemas de segurança.

Laurindo pega a senha quase todos os dias para navegar pela internet em busca de clientes e fornecedores. Ele nem pensa mais em abrir o próprio escritório. “Não pago aluguel, não pago luz, não pago nada e de vez em quando ainda filo o lanche dos monitores”, afirma.

Daqui Norberto acompanha o ânimo do mercado financeiro para dar as melhores dicas para seus clientes. “Eu consulto diversas pesquisas tanto do Tesouro Nacional, Governo Federal, como da Bolsa de Valores”, explica.

Para André, a localização do espaço é uma das principais vantagens. “É perto da minha casa, eu tenho a comodidade de ter o metrô, tá próximo à marginal, eu tenho a rodoviária, daqui para o aeroporto”, comenta.

Há 492 postos do programa Acessa São Paulo no estado. Apenas o posto do Parque da Juventude tem uma sala onde é possível ficar conectacdo à internet por uma hora. Esgotado o tempo, se não houver muita gente na fila, uma nova senha garante a permanência do internauta no escritório virtual. Detalhe importante: nesta sala o sinal é vermelho para sites de relacionamento e bate-papo. Outra sala é reservada para isso.

Para completar o pacote, quem utiliza o acessa São Paulo pode também cuidar da formação profissional e se atualizar. Cursos de informática são oferecidos no espaço onde são ensinados, por exemplo, técnicas para a criação de site ou a criação de planilhas.

“Qualquer pessoa pode participar, desde as crianças até o pessoal de 80 anos, 90 anos, já fizeram oficina com a gente. Para participar a pessoa tem que vir até o Parque da Juventude, no prédio 1, ver os horários das oficinas, se ela tiver disponibilidade ela só se inscrever aqui com a gente. É bem simples”, diz César Augusto de Lucca, professor de informática.

Dona Maria, aos poucos, vai criando intimidade com a máquina. “Fico meio embaraçada com algumas coisas, mas eu vou indo, né, os professores são ótimos, eles têm bastante paciência com a gente, né?”, diz Maria das Graças Fernandes, empregada doméstica.

O governo afirma que o tempo para usar o computador no Parque da Juventude é maior do que nos outros lugares, de uma hora, exatamente para as pessoas poderem trabalhar e estudar. Nos outros postos o tempo é de 30 minutos, mas pode entrar na fila quantas vezes quiser.

Do SPTV 1ª Edição

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