de quando eu era mocinha, minha tia Cida (de Minas Gerais) estava passando uns dias em casa.

Era hora de almoço e, como era férias, tudo saía mais tarde em casa. Meu pai, com fome, abriu a geladeira procurando uma maçã para enganar o estômago (e como ela, estava nervoso com a demora). Ele viu uma beringela meio murcha e falou:

- Por que esta beringela murcha aqui na geladeira? Será que meu dinheiro é capim?

E minha tia respondeu:

- Que é isso, cunhado, é para uma receita especial que a gente vai fazer amanhã.

Meu pai pegou a maçã e saiu falando que queria só ver.

Aí foi a vez da minha mãe perguntar que receita especial era aquela, aí minha tia falou que amanhã elas iam inventar uma.

E no dia seguinte elas foram para a cozinha descascaram a beringela, picaram em cubinhos e jogaram na panela com alho, cebola bem picadinha, cheiro-verde, caldo de carne, pimenta e água e deixaram cozinhar até desmanchar.

Aí elas olharam pra panela e falaram Quem é que vai querer comer esta gororoba?

Aí minha tia falou: Vamos colocar farinha de trigo e cozinhar como se fosse massa de coxinha.

E aí fez-se a luz. Elas pegaram esta massa, enrolaram como croquetes, passaram no ovo batido e na farinha de rosca e foi o maior sucesso.

Meu pai adorou. Todo mundo que na família odeia beringela comeu até acabar e pediu bis. Pena que foi pouco.

Então mamãe e a tia se livraram de boa e esta invenção virou uma receita de familia que vem sendo passada pra todas as mulheres e algumas amigas. E hoje eu divido com a família do Acessa.

Um beijão.

Autora: Claudia, 45 anos

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