de tantas travessuras que eu fiz, mas sempre tem a que marca mais a vida da gente e comigo não poderia ser diferente.

Gostava muito de sair de casa com os amigos e sempre fazíamos fogueira. Em um certo domingo, antes de sair de casa, meu pai me falou:

- Gil não vá fazer fogueira, você vai acabar se queimando.

Eu dei um sorriso malicioso e respondi:

- Não vou.

E na realidade não iria mesmo, neste domingo fui com o meu irmão mais velho e mais dois amigos jogar futebol. Fomos a um campo do Tiro de Guerra da minha cidade e brincamos de futebol, mas estava uma manhã fria. Já estávamos a caminho de casa, quando meu irmão e meus dois amigos pararam no terreno baldio ao lado do campo e acenderam uma fogueira.

Sem nem pensar no que o meu pai havia me falado, fui logo pegando o que achava pelo caminho para manter a fogueira acessa. Depois de alimentar bastante o fogo, ficamos todos em volta dele e, de repente, um vento faz voar um pedaço de plástico preto (esses de sacos de lixo), que veio a atingir a minha perna na altura da canela.

Na hora lembrei das palavras do meu pai, mesmo gritando de dor eu sabia que algo pior ainda me aguardaria em casa.

Como morava um pouco próximo do local do acidente, eles me levaram carregado até a minha casa. Quando eu lá cheguei, meu pai já veio gritando em minha direção. E mesmo eu com o plástico grudado em minha perna, ele me bateu e me trancou no banheiro de casa.

Só após muito gritar que um vizinho veio em casa e acabou convencendo o meu pai a me levar ao Pronto Socorro.

Deste dia em diante o que meu pai falava para mim era sagrado.

Autor: Gilsimar Ribeiro, 26 anos

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