… Quando eu era mais jovem ainda, tinha uns 12 anos de idade, ainda tinha minha irmã do meio, com 9 anos, e meu irmão caçula, com 6 anos. Meu pai tinha na época um fusquinha bem velhinho que andava aos trancos…

Voltávamos da casa de um tio que morava em uma fazenda, já era noite e daquelas em que a lua resolvera não aparecer, muito escuro mesmo. Quando adentramos um estrada que cortava uma mata bem alta, a escuridão cresceu mais ainda. Foi então que deu uma pane na parte elétrica de nosso fusquinha (que transportava nada mais, nada menos, que oito pessoas… imaginem…).

Então ficou tudo apagado e eis que veio de encontro um caminhão carregado de cana-de-açúcar e com aquele farol super alto, deixou o motorista com a vista totalmente ofuscada, o que o fez conduzir o fusquinha para o barranco lateral deixando-o numa posição vertical, tipo cai não cai…

Então, com muito cuidado, todos foram sendo retirados um a um, ficando por última a minha irmã, que no final das contas soltou a frase que até hoje nos faz rir muito… “Ah, só eu que vou morrer sozinha?”

Depois de passado o susto, aquele fato nos pareceu muito engraçado, assim como tudo em nossa infância, onde nos divertíamos a beça e com muita criatividade.

Autor: Marcos Souza, 35 anos, Araras-SP

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