Com postos instalados em mais de 500 municípios, programa torna-se importante ferramenta pessoal e profissional

Há três anos, Fabiana Moraes, 24 anos, mudou-se de Alagoas para Piramboia (distrito de Anhembi, com 1,8 mil habitantes), em Botucatu. Há seis meses, ela nunca havia tocado num computador. O contato com familiares se restringia à mãe, com quem falava por telefone uma vez ao mês. Agora, troca mensagens e fotos com toda a família quase todos os dias – e sem pagar nada, no posto do Acessa SP.

O corretor de seguros Lupércio Alves, 49 anos, de Tremembé, na capital, trabalha por conta e não dispõe de internet em casa. Mas, assim como Fabiana, encontrou um meio de acessá-la gratuitamente, três vezes por semana, para ler e-mails, controlar clientes inadimplentes e verificar se a empresa depositou suas comissões.

Também da capital, a deficiente visual Geny Marques, 39 anos, se prepara para o mercado de trabalho num dos postos do Acessa SP. Desde que perdeu a visão, na adolescência, ficou 17 anos sem concluir o segundo grau. Voltou a estudar em 2006 e, no ano seguinte, entrou na universidade. Fundamental para as novas perspectivas profissionais, a retomada dos estudos aconteceu com a realização do curso de informática adaptada, por meio de software de voz, no posto da Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), na Vila Mariana.

Instituído em julho de 2000, o Acessa SP é um programa de inclusão digital da Secretaria de Gestão Pública gerido pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp). Oferece à população contato com novas tecnologias da informação e comunicação, em especial à internet banda larga. Para isso, mantém espaços públicos com computadores em que o usuário tem acesso gratuito e livre à rede mundial.

Cada acesso à rede dura 30 minutos. Terminado o tempo, o usuário pode utilizar a internet novamente, bastando solicitar outra senha e aguardar. Há dois tipos de locais de atendimento: os municipais e os Postos Públicos de Acesso à Internet (Popais). Os primeiros são instalados em parceria com prefeituras. E os Popais, em conjunto com órgãos do governo estadual – postos do Poupatempo, estações de trens do Metrô e da CPTM.

Números do Acessa SP
Atualmente, são 503 postos distribuídos em 440 municípios. Desde a sua criação, cadastrou 1,73 milhão de usuários e realizou mais de 40 milhões de atendimentos. A primeira unidade foi a do Jardim São Luís, na capital. A última, inaugurada oficialmente (a de numero 500), foi a de Vinhedo, no Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

O maior número de postos concentra-se na Grande São Paulo: 67, dos quais 34 na capital. Algumas das mais movimentadas da capital são a do Parque da Juventude (com 17,5 mil acessos/mês) e Poupatempo Itaquera (8 mil).

No interior, a região com mais unidades é Sorocaba, com 62. Quanto à cobertura, o destaque é para a região de Presidente Prudente, com postos em seus 31 municípios. E o posto que recebe mais internautas é a do Poupatempo São José do Rio Preto (6,3 mil cliques/mês).

No início do programa, a prioridade era o atendimento aos municípios com baixos índices de desenvolvimento (em termos de riqueza, longevidade e escolaridade). Hoje, segundo José Alexandre Araújo, diretor de Serviços ao Cidadão da Prodesp, as localidades com esse perfil contam com Acessa SP. A meta agora são todas as regiões interessadas. Para isso, foi iniciado, em 2007, o Plano de Expansão.

Atualmente, do total de postos, 160 foram entregues após esse plano.
O programa também incentiva os monitores a utilizar 30% do tempo de funcionamento dos postos para desenvolver projetos adequados às necessidades de sua unidade. Hoje, são mais de 540 iniciativas registradas na Rede de Projetos do Acessa SP (http://rede.acessasp.sp.gov.br), portal que serve como ambiente de relato dos trabalhos dos monitores e de troca de experiências. São projetos relacionados à cultura, ao trabalho, ao meio ambiente, entre outros temas.

O posto de Piramboia-Anhembi 2, por exemplo, com taxa de ocupação de 100%, desenvolveu o curso Mulheres on-line para trazer o público feminino à unidade (como Fabiana dos Santos) e ensiná-lo a usar a rede e suas ferramentas.

Além desses projetos locais – que podem ser aplicados pelos demais postos -, o Acessa dispõe de serviços como os Cadernos Eletrônicos AcessaSP (que mostram desde como criar um e-mail até tratar fotos), MiniCursos AcessaSP e programa de formação continuada de monitores.

Da Secretaria de gestão Pública

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