Cidadão ilustre, Euclides começou a escrever “Os Sertões” na cidade

O imortal Euclides da Cunha nasceu em Cantagalo-RJ e morreu na capital do mesmo estado. Mas é em São José do Rio Pardo, uma cidadezinha da região de Campinas, que se celebra religiosamente o aniversário de morte de seu mais célebre cidadão.



De acordo com Thais Nogueira, monitora do Acessa SP na cidade, a semana euclidiana deste ano, que aconteceu de 3 a 11 de outubro por conta do centenário de morte do autor, contou com a participação de diversos órgãos do município. O posto do Acessa SP local, que fica na biblioteca da cidade, participou como integrante do Departamento de Esporte e Cultura (DEC).

O posto foi aberto em 2006 e desenvolveu, até dois meses atrás, o projeto Abrigo Nosso Lar, em que Thais e o projetista e monitor Lucas Carlos dos Santos davam aulas de informática básica para os internos do abrigo de menores mantido pela Associação Espírita Beneficente Paulo de Tarso.

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Cidadão ilustre
Euclides foi para São José do Rio Pardo em 1898 para reconstruir a principal ponte da cidade, logo após o fim da guerra de Canudos, que ele cobrira para o diário o Estado de São Paulo. Foi na cidade que nasceu seu terceiro filho e o embrião da obra que lhe traria fama e reconhecimento internacionais: “Os Sertões”, mix de análise sociológica, literatura e jornalismo.

O engenheiro Euclides ficou apenas três anos na cidade, mas foi ali que viveu o período mais produtivo de sua carreira, numa casa construída às margens do Rio Pardo. A primeira homenagem à sua memória foi feita em 15 de agosto de 1912, três anos após sua morte. Amigos dele em São José reuniram-se em frente ao que hoje é a sede da Casa de Cultura Euclides da Cunha: a mesma casinha em que Euclides morou foi transformada em museu e centro de estudos em 1946.


No video acima, uma montagem de fotos feita pelos jovens da Casa de Cultura Euclides da Cunha.

Ao longo de 97 anos, as homenagens continuaram, sempre na semana de 15 de agosto, com palestras, competições esportivas, apresentações musicais, bailes e feiras de artesanato e literatura, sob a coordenação da Casa de Cultura, que também abriga os originais e manuscritos do autor.

A cidade, de 53 mil habitantes, fica muito próxima ao Sul de Minas Gerais. Foi fundada em 4 de abril de 1865 e elevada à condição de vila pela Lei nº 49 de 1885, nas terras que antes pertenciam a alguns fazendeiros que ali viviam e que construíram juntos a capela, primeiro prédio da futura freguesia rio-pardense.

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Com informações da Casa Euclidiana, Cultura Brasil, São José On Line e do blog 100 Anos sem Euclides.

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