Esta semana, o monitor Marcelo da Costa, do Acessa de Divinolândia, conta como surgiu o seu município. Localizada na divisa com Minas Gerais, a cidade é conhecida como a “Capital da Batata”. O tubérculo, principal fonte de renda do município, é cultivado ali desde a década de 20, quando foi introduzido na cidade por imigrantes espanhóis e italianos. Mas a localidade tem uma história bem mais antiga…

Antes do surgimento da primeira capela nas terras da atual Divinolândia, toda a região se cobria de intrincadas matas que se estendiam por serras, vales e planícies, intermináveis, perdendo-se no horizonte distante. Os homens passavam, em viagem, cavalgando pelos caminhos estreitos que avançavam para dentro das selvas, cortando-as com um golpe de adaga nas ondas do oceano.

Os primeiros aventureiros iam chegando, ressabiados, para ficar. Erguiam ranchos e choças e demarcavam as terras, que eram de ninguém, desmatavam-nas e exploravam-nas, praticando a agricultura de subsistência. Outras famílias iam chegando, estabelecendo-se, deitando raízes pela terra generosa, encorajada pela presença bem-sucedida dos outros agricultores assentados nas terras já há muito tempo.

Por volta de 1850, Divinolândia se resumia na referida capela e num pequeno rancho à margem do Rio do Peixe, que servia de abrigo aos tropeiros que por ali pernoitavam, provenientes de Caconde, com destino à vila de Casa Branca.

De repente, um incêndio de causa ignorada, provavelmente causado por fogo caseiro esquecido a um canto do rancho, por um tição qualquer que ficou aguardando um sopro do vento após a partida dos tropeiros… E o rancho foi consumido, alastrando-se o fogo por toda a área circulante. Novo rancho foi erguido e o local recebeu a denominação de Pouso do Sapecado.

Em 1881, Joaquim Pio de Andrade e sua esposa, D. Francisca Maximiniana da Costa, também doaram duas partes de terras à Capela Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1879 por Manoel Pereira da Silva.

O Sr. Manoel Pereira da Silva, fundador da Capela, também fez importante doação de terras ao Divino Espírito Santo. Doou terras à margem do Rio do Peixe, numa extensão de 20 alqueires.
A 30 de novembro de 1938, pelo decreto 9.775, o distrito recebeu a denominação oficial de Sapecado, nome pelo qual já era conhecido há muito tempo, desde o incêndio do Primeiro rancho, quando o local recebeu o nome de Pouso do Sapecado.

Politicamente emancipado, Sapecado recebeu o nome de Divinolândia, na comarca de São José do Rio Pardo (comarca com sede na vila de igual nome), pela Lei 2.456, de 30 de dezembro de 1953.

Com informações do site da Prefeitura de Divinolândia

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