Alunos da rede pública estadual têm aulas gratuitas nos Clubes-Escolas paulistas

Em tempo de preparação do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, os 95 Clubes-Escolas paulistanos esperam ampliar o número de frequentadores. Do popular futebol, passando pelo ciclismo, circo, artes marciais e os tradicionais jogos (vôlei, basquete, tênis) até os menos conhecidos como modelismo, polo aquático e iatismo são alguns dos cursos disponíveis. Todas as atividades esportivas, culturais e recreativas são gratuitas e direcionadas a estudantes da rede pública de ensino que podem frequentar os cursos fora do horário de aulas.

A parceria entre as secretarias da Educação e do Esporte (da Prefeitura e do Estado) atende hoje 230 mil estudantes. A expectativa é atrair os estudantes da rede estadual. Para isso, professores estaduais participaram de videoconferência para divulgar a iniciativa aos estudantes e familiares.

Boa parte dos clubes foi reformada pela Prefeitura de São Paulo, idealizadora do projeto iniciado em maio de 2007, para se transformar em extensão das escolas. O objetivo é ocupar o tempo livre das crianças e adolescentes com atividades que promovam a saúde e o lazer, explica Mauro Castro, administrador do Clube Escola Pacaembu.

Castro acrescenta que durante as atividades os professores do clube ensinam disciplina, respeito ao corpo e ao ser humano. Diz também que a meta não é descobrir e nem fabricar talentos, “mas será possível encontrar novos atletas porque dará oportunidade às crianças e adolescentes de mostrarem o seu potencial.

Como participar
Para os estudantes participarem só é necessário se tornar sócio dos clubes. Para fazer a carteirinha, basta levar comprovante de endereço, RG, foto e fazer exame médico (clínico e dermatológico). As exigências variam de um clube para outro, mas nenhum exige que o aluno more no bairro, onde está localizada a instituição.

Para conhecer esses locais, só é preciso acessar o site da Prefeitura www.prefeitura.sp.gov.br ou se informar na escola onde estuda. É possível encontrar vagas em todos eles. No do Pacaembu, das 240 vagas disponíveis a maioria se concentra nos esportes de quadra, especialmente basquete, handebol e vôlei. Na piscina de 50 metros, há vagas para natação e ainda entrada acessível para pessoas com deficiência.

Já as aulas de tênis são ministradas pelos professores do Instituto Patrícia Medrado, parceiro do programa, que também oferece bolas e raquetes. Leonardo Cardoso, 14 anos, é um dos alunos que nunca faltou. Matriculado na Escola Estadual Miguel Munhoz, o garoto pratica tênis duas vezes por semana. No clube, ainda há outras atividades, como musculação, ioga e pilates com bolas.

Diversidade
A diversidade esportiva e a dimensão do espaço (98 mil metros quadrados) são os destaques do Clube-Escola da Lapa. São 36 modalidades, incluindo tênis, circo, polo aquático, vôlei de areia, capoeira, ginástica olímpica, skate e judô, com vagas em todas as atividades, especialmente no período da manhã.

Modelismo e iatismo
Alguns dos clubes são temáticos, restritos a determinadas práticas esportivas. É o caso do modelismo, no Parque Ibirapuera, e do iatismo, às margens da Represa de Guarapiranga. O futebol tem 23 clubes temáticos. No modelismo, os estudantes têm seis horas de aula (três por dia) para montar o seu modelo com direito a levar para casa como brinde. Depois, se quiser voltar basta trazer o carro, avião ou barco e brincar à vontade na pista de autorama, no lago ou no aeródromo.

A participação nas aulas é previamente agendada pelas escolas interessadas. O local atende 70 crianças por dia, divididas em duas turmas, manhã e tarde. O ônibus que os leva da escola ao Parque do Ibirapuera é custeado pelo programa. As crianças e os professores que os acompanham ganham, além do material a ser utilizado nas duas aulas (canetinhas coloridas, carenagem e tesouras), livretos pedagógicos do curso.

Barco a vela
O Clube-Escola de Iatismo atende estudantes de 10 a 17 anos. No momento, há lista de espera, mas surgem novas vagas porque é necessário frequência de 80% e muita dedicação. As aulas duram três horas e ocorrem de duas a três vezes por semana. O curso pode ser feito pela manhã ou à tarde. Todo o material é grátis.

O professor, Rodrigo Paraíso, navega num bote a motor para orientar a garotada e garantir a segurança de todos em caso de alguma eventualidade. Outra professora, Graziela Kotinda Tussatto, acompanha a turma num bote e com um megafone alerta sobre quedas, trombadas e manobras arriscadas ou indevidas. No curso do Clube-Escola, o aluno sai com o professor na primeira aula e, depois, com os colegas mais experientes.

Quando há vento ou chuva muito fortes, as aulas na represa são suspensas para evitar riscos. Nesses casos, eles aprendem as manobras numa maquete de barco ou os conceitos náuticos e de segurança que são básicos e necessários, explica Rodrigo.

As irmãs Ariane Maberi, 14 anos, e Sabrina Mamberi, 10 anos, herdaram o gosto pelo esporte do avô, que tinha um barco e as levava para velejar. Com pouco tempo de aula (começaram em fevereiro), já participam de campeonatos.

Serviço
Endereços e telefones dos clubes escolas estão no site www.prefeitura.sp.gov.br

Do Portal do Governo do Estado de São Paulo

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