Município está localizado numa região reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

A viagem pode ser longa, mas vale – e muito – a pena. Distante a 331 quilômetros da Capital, Iporanga é o município brasileiro com maior número de cavernas. No total, são 360 cavernas catalogadas o que faz da cidade um verdadeiro paraíso dos espeleólogos. Mesmo que você não seja um estudioso da formação e constituição das grutas e cavernas naturais, é impossível resistir à beleza dessas formações rochosas. As cavernas variam desde simples entradas até canyons (abismos) de até 250 metros de profundidade. A maioria delas fica dentro do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), de 35.700 hectares.

Iporanga é uma palavra que vem do tupi e quer dizer “água bonita”. A cidade está localizada no Alto Vale do Rio Ribeira do Iguape, numa região reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Ali o turista tem a oportunidade de ver de perto a fauna e a flora nativas do sudeste brasileiro. O ecoturismo é uma das principais atividades dessa região. Para visitar as áreas restritas, no entanto, é necessário solicitar autorização prévia à administração do parque. A visita só pode ser feita com acompanhamento de monitores ambientais. Além disso, é necessário usar sapatos fechados e vestimentas confortáveis que garantam a segurança para um passeio tranquilo.

No ano passado, o parque ganhou o Centro de Interação Ambiental (CIA). O local possui ambulatório mantido pelo Grupo Voluntário de Busca e Salvamento, praça de alimentação, loja de artesanato e produtos locais, espaço para exposições fotográficas e obras de arte, além de auditório com capacidade para 50 pessoas. O espaço faz parte dos investimentos da Secretaria do Meio Ambiente, em parceira com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para incentivar o ecoturismo.

Uma parada obrigatória para todo turista que visita Iporanga é o Mirante da Boa Vista. Localizada na divisa com a cidade de Apiaí, o local oferece uma vista privilegiada da região. Do alto, é possível apreciar toda a beleza da Mata Atlântica.

Fundada em 1576, na época da mineração do ouro, a cidade mantém seus casarios, construções medievais em estilo barroco que foram tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e diversas comunidades quilombolas.

Cavernas

As cavernas de Iporanga estão praticamente em seu estado natural original. Com mais de sete quilômetros mapeados, a caverna de Santana é a considerada a mais bonita da região. Os turistas são atraídos pelas formações rochosas denominadas de estalactites e estalagmites. É um passeio imperdível. No interior, existe uma malha de galerias em três níveis de altura, formando um verdadeiro labirinto natural. O trecho aberto à visitação é de 800 metros e possui boa infraestrutura, inclusive com passarelas.

A mais famosa, no entanto, é a Caverna Casa da Pedra. Com 215 metros de altura, é citada no Guinness Book, o livro dos recordes, como a maior boca de caverna do mundo. Sua entrada não cabe na lente de uma câmera fotográfica – nem mesmo das mais potentes.

Outra que atrai muitos visitantes é a caverna do Couto – uma de suas formações tem o traçado do mapa do Brasil na rocha. Há ainda a caverna do Morro Preto, onde o pesquisador austríaco Richard Krone encontrou, no final do século XIX, vestígios de povos primitivos que habitaram o local há milhares de anos.

A caverna Ouro Grosso é apontada como a mais esportiva e técnica. O acesso é difícil e dura cerca de seis horas – desaconselhável para pessoas sem experiência e pouco preparo físico, pois é um grande abismo com cachoeiras e piscinas. Quem encarar o desafio, vai fazê-lo todo molhado e terá que utilizar cordas para as subidas.

Com nível de dificuldade um pouco menor, a caverna Água Suja possui alguns abismos de grandes proporções no meio de suas formações. Pode ser acessada por três entradas diferentes. Ao longo do seu percurso, há um rio com cachoeiras e curvas. No interior, há ainda uma cachoeira onde é permitido se refrescar com um belo banho.

Para quem ainda quiser testar a sua resistência, outra dica é a Caverna Alambari de Baixo. A travessia é mista: seca na parte da montanha e por água – que chega até a altura do pescoço – na parte final.

Esportes radicais

As cavernas são as principais atrações de Iporanga, mas quem vai até a cidade pode praticar diversos esportes radicais. Tem opções para todos os gostos. Para quem quer sentir mais adrenalina, a dica é o boia-cross no Rio Betari. Esse esporte, aliás, nasceu no Petar devido à necessidade dos espeológos que precisavam transportar seus equipamentos pelos rios para realizar suas pesquisas e estudos nas cavernas.

Além do boia-cross, é possível praticar o canoismo e o trekking. Em algumas cavernas dá para fazer o rapel.

Passaporte Azul

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar) é um 80 roteiros sugeridos no Passaporte Azul, lançado em setembro do ano passado pela Secretaria do Meio Ambiente. O passaporte é vendido por R$ 5,00 nos parques e nas áreas que estão no roteiro. Para conhecer mais sobre o passaporte, clique aqui.

Como chegar

Partindo de São Paulo, o motorista deve pegar a Rodovia Castelo Branco (SP-280) até a cidade de Tatuí. Chegando lá, seguir em direção à cidade de Apiaí. Dali, é necessário percorrer uma estrada de terra de cerca de 50 quilômetros até Iporanga.

Antes de sair de casa, você pode conferir como como está o trânsito nas estradas, acesse os sites da Secretaria Transportes (http://www.transportes.sp.gov.br) e do DER (http://www.der.sp.gov.br). O internauta pode ver o fluxo graças às 33 câmeras espalhadas pelo Estado que transmitem imagens em tempo real.

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