Localizada na Serra da Mantiqueira, São Bento do Sapucaí encanta os turistas pela beleza natural e estilo de vida simples. A 205 quilômetros da Capital, a cidade tem muitos encantos e oferece várias opções para o turista interagir com a natureza. O local mais famoso e deslumbrante é o Complexo do Baú, formado pela Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata.

A Pedra do Baú é um bloco gigantesco de granito com 540 metros de comprimento por 40 metros de largura e 340 metros de altura. No topo, estão as ruínas de uma casa que um empresário construiu em 1947 para abrigar os alpinistas que subiam os 620 degraus da pedra. Se você tem espírito aventureiro e quiser escalar a pedra, use equipamentos de segurança como cadeiras, cordas e mosquetões. Em época de chuvas e neblinas, redobre sua atenção.

Além da escalada, o local também é ideal para a prática do vôo livre. Mas, isso só é autorizado apenas para as pessoas que têm classificação nível III no Departamento de Aviação Civil (DAC) – a decolagem com paraquedas de emergência é obrigatória.

Mas, se você não é fã desses dois esportes, fique tranquilo. Você pode curtir toda beleza desse lugar. É possível ir de carro e parar a poucos metros da pedra do Bauzinho e, depois de uma caminhada de cinco minutos, se encantar com a paisagem do local. Aliás, esse é o melhor local para você curtir o por do sol. No verão, o melhor horário é por volta das 17h30 e no inverno, 16h30. Dali, você poderá ver o astro rei se por entre as duas pedras. Leve a câmera e registre. É imperdível!

Banho de cachoeira

Outra parada obrigatória é a Cachoeira dos Amores. É preciso pagar uma taxa simbólica de visitação, pois ela está localizada dentro de uma propriedade particular. O investimento vale a pena. Toda área está muito bem preservada, com vegetação abundante, o que garante uma grande diversidade da fauna e flora. No verão, as águas geladas que deságuam numa piscina natural de aproximadamente 1,40 metro de profundidade é um convite para um delicioso banho.

E por falar em banho de cachoeira, aqui vai outra dica: a Fazenda do Toldi. O complexo de ecoturismo oferece boa infraestrutura com hotéis e restaurante. Ali, você conhecerá quatro cachoeiras – inclusive a mais alta da região da Serra da Mantiqueira. A cachoeira do Toldi tem 75 metros de altura. Nesse local também é possível praticar o canyoning com ajuda dos guias locais. A menor queda d’água está na cachoeira do Paulinho e tem apenas três metros. A cachoeira do Gigante é a que pode ser acessada mais facilmente. A facilidade, no entanto, para por aí. Por estar localizada num terreno bastante acidentado, não é recomendável tentar entrar nela.

Arte

A pessoa mais famosa de São Bento de Sapucaí – conhecida inclusive no Exterior – é o seu Ditinho Joana, um trabalhador rural que, em 1974, ao encontrar uma raiz com o formato de um animal não muito bem definido, resolveu esculpi-la. Desde então nunca mais parou. Para fazer suas esculturas, o artesão usa madeiras nobres como o jacarandá, pereira e a taiúva. As peças são talhadas em um único pedaço de tronco, sem emendas ou colagens. Ele utiliza somente madeiras reaproveitadas, coletando raízes, galhos e troncos encontrados na natureza, sem derrubar árvores.

Também faz a fama da cidade o artesanato produzido no bairro do Quilombo – o local tem esse nome por ter sido refúgio de escravos. Ao chegar nesse local, o turista tem a impressão de ver um presépio – as casinhas (muito rudes) ficam ao redor da igreja Nossa Senhora da Conceição Imaculada e de uma escola. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de São Paulo, o bairro tem mais de 200 anos. A prefeitura municipal construiu um espaço para incentivar a produção artística, beneficiando 70 artesões de cerca de 50 famílias.

Os amantes da arte também devem visitar a igreja de São Bento. Com estilo colonial, as paredes de taipa foram construídas pelos escravos. O acervo é riquíssimo, com pinturas, afrescos e telas sacras do século XIX.

Como chegar

Para chegar em São Bento do Sapucaí a partir de São Paulo, o melhor caminho é seguir pela rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) e pegar a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) no km 117 da Dutra. A Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro continua em Minas Gerais como MG-173. Outra opção é ir pela própria Dutra até o entroncamento com a Floriano Rodrigues Pinheiro.

Para conferir como está o trânsito nas estradas, acesse os sites da Secretaria Transportes (http://www.transportes.sp.gov.br) e do DER (http://www.der.sp.gov.br). O internauta pode ver o fluxo graças às 33 câmeras espalhadas pelo Estado que transmitem imagens em tempo real.

Compartilhe!
Tagged with:  

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Current month ye@r day *