Com ambiente gráfico, novas versões estão mais fáceis de usar.
Mais leve e com custo zero, sistema desafia domínio do Windows


Leopoldo Godoy Do G1, em São Paulo

O velho estigma de “difícil” do Linux está, pouco a pouco, desaparecendo. Visto até recentemente como o programa predileto dos hackers, nerds e fascinados por tecnologia, o sistema operacional evoluiu, ficou mais acessível e, em alguns mercados, já tem incomodado o Windows.

A febre dos netbooks – computadores portáteis com custo baixo e potência reduzida – contribuiu para que as pessoas perdessem parte do preconceito contra o Linux. A primeira geração dessas máquinas foi para as lojas trazendo na memória versões adaptadas do sistema operacional livre, já que o Windows Vista, vendido à época, era pesado demais para funcionar neste tipo de computador.

Outros fatores que contribuíram para esse crescimento foram a consolidação do Ubuntu como “distro” (como são chamadas as distribuições, ou versões do sistema) indicada para iniciantes, o envolvimento de empresas como Sun, IBM e Google – que promete lançar seu Chrome OS, baseado em Linux, ainda em 2010 – no desenvolvimento do programa, e, por fim, o crescimento da internet. É no mercado de servidores web que o Linux se destaca, liderando com boa margem sobre a Microsoft.

Mas o Linux não é capaz, ainda, de substituir completamente seus rivais pagos. Em algumas áreas, é imprescindível utilizar computadores com sistemas Windows ou Mac OS. Não há, por exemplo, boas opções no mundo do software livre para edição de vídeo. Quem usa o computador para jogar também tem mais opções se tiver o Windows instalado.

Se você está pensando em adotar o Linux em seu computador, confira abaixo o que você precisa saber sobre o sistema operacional:

>>> Dá para usar Linux em qualquer computador novo? E nos antigos?
O Linux é compatível com todos os PCs modernos. A arquitetura do sistema operacional aberto permite, por exemplo, que com pequenos ajustes o usuário seja capaz de instalar o Linux em diversos tipos de equipamentos. É por isso que hoje em dia existem aparelhos como telefones celulares, carros, televisores, tocadores de DVD e até videogames que utilizam tecnologia Linux para funcionar.

Outra vantagem é que há versões Linux bastante leves, capazes de rodar até mesmo em computadores mais antigos. Quem tem um PC encostado em casa, incompatível com o Windows 7 ou rodando Windows Vista e XP com problemas, pode fazer o teste: bem provavelmente a máquina ficará mais rápida utilizando uma versão do Linux.

>>> É verdade que o Linux é mais seguro em relação a vírus?
A grande maioria dos vírus disseminados pela rede hoje em dia tentam atingir usuários do sistema operacional Windows. Portanto, quem usa Linux pode ficar um pouco mais tranquilo.

Isso não quer dizer, no entanto, que o Linux é 100% seguro. Mesmo que o núcelo do sistema fique livre de brechas, podem existir falhas, conhecidas como “exploits”, em outros programas, como o Mozilla Firefox. Mas nada é 100% seguro, e na comparação com o Windows, o Linux ainda leva vantagem em segurança.

>>> O Linux é realmente fácil de usar?
Para quem utiliza o computador apenas para navegar na internet, checar emails e ver arquivos digitais de áudio e vídeo, o Linux é bastante simples. Nas versões mais atuais do Ubuntu, por exemplo, tudo o que você precisa para realizar estas tarefas já vem instalado no sistema operacional.

Para algumas funções mais avançadas, no entanto, o sistema ainda perde em facilidade para o Windows. A rotina de instalar programas, que já não é uma das tarefas mais simples para iniciantes no Windows, pode assustar usuários que estão tendo o primeiro contato com o Linux.

O que deixa mais fácil a vida de quem usa Linux é a existência, na Internet, de uma grande comunidade de usuários e desenvolvedores disposta a sanar as dúvidas dos iniciantes. Os fãs de Linux acabam fazendo parte do desenvolvimento do programa, já que costumam colaborar na caça de “bugs” e com sugestões de como as próximas versões de cada uma das distribuições.

>>> O Linux é compatível com todos os hardwares existentes para Windows?
Não. E essa talvez seja ainda a grande barreira para a adesão em massa ao sistema. Nem todas as fabricantes de impressoras, webcams e periféricos em geral criam versões para Linux de seus drivers – programas necessários para que o computador “converse” com o equipamento.

Esse cenário tem melhorado bastante, mas ainda não atingiu o ponto em que todo equipamento compatível com Windows é, também, compatível com Linux. Há relatos de impressoras e scanners simplesmente incompatíveis com o sistema.

Parte do problema é resolvido pelos próprios entusiastas do Linux, que programam por conta própria versões caseiras dos drivers. Nem todos, no entanto, funcionam perfeitamente. Se você está pensando em adotar o Linux, é bom, portanto, verificar se há drivers disponíveis para todos seus equipamentos.

Do G1 Tecnologia

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