É muito comum ouvir dizer que o Linux, sistema operacional utilizado nos computadores do Acessa SP, não pega vírus. A idéia da supersegurança do sistema Linux sempre gerou muita polêmica entre entendidos e curiosos.

A história é simples: enquanto os chamados softwares proprietários, como o Windows, precisam de poderosos antivírus para se protegerem de criminosos, o Linux não é afetado pelos arquivos maliciosos utilizados em ataques. As razões são várias, passando pelo fato dele não ser tão disseminado como é o Windows – e por isso não desperta a atenção dos criminosos virtuais – e chegando ao mito de uma engenharia contra ataques infalível. Mas afinal, existe ou não vírus que afetam o sistema Linux?

De acordo com especialistas consultados pelo blog Navegação Segura, a idéia de que o Linux e outros softwares livres são imunes a vírus é mesmo um grande mito. É o que diz Jansen Sena, especialista em segurança de redes, que compara o vírus digital ao vírus da gripe.

Ele explica que um vírus é um programa de computador que explora outros programas aproveitando-se de vulnerabilidades e fragilidades. “A imunidade completa contra vírus ou outras pragas digitais só seria possível se existissem softwares 100% seguros, e isso só existe nas campanhas de marketing de produtos de TI(Tecnologia da Informação)”, afirma. Ele complementa dizendo que “softwares são feitos por pessoas e, como nenhum ser humano é perfeito, é muito difícil acreditar que um produto de sua criação o seja”.

O Cert.br, organização responsável por receber, analisar e responder a incidentes de segurança na Internet no Brasil, não tem dados estatísticos sobre ataques a sistemas Linux e outros softwares livres. No entanto, Cristine Hoepers, analista de segurança do Cert.br, ressalta que códigos maliciosos, como rootkits, cavalos de tróia, worms e bots existem para Linux e para qualquer outro sistema.

“Ataques a usuários finais geralmente envolvem engenharia social, ou seja, tentam convencer o usuário a executar uma determinada ação. Nada impede que um usuário de Linux receba um e-mail com um link para um script ou programa malicioso e que execute este programa”, diz Cristine. Para ela, “do ponto de vista de segurança, o melhor sistema é aquele que está sempre atualizado e que conta com softwares de proteção, como firewalls, anti-virus, etc”.

Mas o Linux é mais seguro?

Mesmo sendo vulneráveis a ataques, a utilização de Linux e outros softwares livres é recomendável para garantir maior proteção na hora de navegar na Internet. Jansen Sena explica que, no caso do Linux, a própria arquitetura do sistema já colabora para torná-lo um ambiente mais seguro. “É preciso lembrar que o Linux é baseado em Unix, um sistema operacional maduro que teve boa parte de seus componentes criados em universidades e em centros de pesquisa que não tinham qualquer obrigação de liberar versões do produto por pressão corporativa ou algo parecido”.

Para Jansen, o fato de muitos aplicativos de software livre apresentarem níveis de segurança mais elevados quando comparados aos seus paralelos proprietários deve-se a própria natureza de um software livre. “Se existe uma numerosa e ativa comunidade de desenvolvedores, qualquer vulnerabilidade pode ser detectada e corrigida rapidamente”. Ele acrescenta dizendo que “o dono (do software proprietário) nem sempre tem interesse em corrigir um problema em virtude de ser mais lucrativo concentrar esforços em uma nova versão do produto”.

Como se proteger

Se há poderes de segurança em diferentes níveis mas não existe um super-herói infalível no mundo dos softwares, fica, então, uma última questão: como se proteger? Para Jansen Sena, a recomendação mais importante é manter os sistemas e aplicativos sempre atualizados. Para quem usa os computadores do Acessa SP, isso já é feito pela equipe responsável pela manutenção do Programa.

Mas se você tem Linux em um computador pessoal fique atendo as dicas:

- Verifique se os e-mails recebidos são de fontes em que você confia antes de abri-los.
- Certifique-se da procedência de um site e da utilização de conexões seguras ao realizar transações via Web.
- Tome cuidado ao passar informações na Internet.

Confira mais dicas de segurança no site da Cartilha de Segurança para Internet, preparada pelo Cert.br.

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