Exposições acompanham tendência da arte contemporânea de promover interação entre obra de arte e público


As estações Tiradentes, Sé e Paraíso, na Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), e Corinthians-Itaquera, Brás e República na Linha 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera-Palmeiras-Barra Funda), receberão, a partir deste sábado, 17, seis instalações de arte cibernética, que fazem parte do acervo da Fundação Itaú Cultural. As exposições são assinadas por artistas brasileiros e internacionais e acompanham a tendência da arte contemporânea que é promover a interação entre a obra de arte e o público.

Na Estação Brás, por onde entram 102 mil pessoas por dia, em média, a obra Descendo a Escada, da brasileira Regina Silveira, dará aos visitantes a diferente sensação de uma descida virtual.

Na estação República, os usuários vão atuar como compositores musicais graças a instalação OP_ERA: Sonic Dimension, das brasileiras Daniela Kutschat e Rejane Cantoni. São centenas de linhas verticais luminosas que, quando tocadas, produzem luz e som.

Uma “cachoeira” de algarismos cairá sobre os visitantes da obra Reflexão #3, de autoria de Raquel Kogan, na Estação Tiradentes. Criada em 2005, Reflexão #3 é um espaço fechado e reservado, propositalmente escuro para projeção de imagens luminosas de números nas paredes da instalação. Para melhor aproveitamento do espaço artístico, a artista recomenda a entrada de poucas pessoas por vez no ambiente.

Text Rain será a obra instalada na Estação Corinthians-Itaquera. Conforme diz seu título, é uma “chuva” de letras. Em um efeito extremamente interessante, os usuários poderão formar palavras com as letras que forem se acumulando na projeção de seus corpos. As artistas responsáveis pela obra são Camille Utterback e Romy Achituv.

Um jardim virtual com sementes de flores de dentes-de-leão, que poderão ser “sopradas” na Estação Paraíso, estará aberto para os visitantes da instalação Les Pissenlits, obra dos autores Edmond Couchot e Michel Bret. A duração do sopro do visitante dá o movimento às flores.

Outro jardim virtual ficará exposto na Estação Sé, por onde circulam 760 mil pessoas por dia. Ocupado pela obra Ultra-Nature, criada em 2008 por Miguel Chevalier, o jardim conta com uma flora com seis variedades de plantas digitais coloridas. Por meio de sensores, os usuários visitantes poderão dar vida e movimento às plantas, que vão ganhando novas formas. O idealizador da obra, Miguel Chevallier, explica que a flora do jardim é composta por uma grande variedade de plantas luminosas, fruto da combinação de diferentes sementes virtuais.

As exposições de arte cibernética ficam abertas para visitação até o final do mês de maio, das 9 às 21 horas, dentro da área paga.

Do Metrô

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