Ações vão desde atendimento médico até orientação sobre uso adequado da voz

O Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril, será marcado por uma série de atividades na Unicamp. As ações, que compreendem desde o atendimento médico até a orientação sobre o uso adequado da voz à população, começaram nesta segunda, 12 e se estenderão até sexta-feira, 16. No Brasil, um dos graves problemas que afetam a saúde vocal é o câncer de laringe, causado principalmente pelo tabagismo. Anualmente, são diagnosticados no País 15 mil novos casos da doença, sendo que metade deles é fatal.

As atividades que marcarão o Dia Mundial da Voz serão divididas em duas frentes. Em parceria com a prefeitura de Campinas, o Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação (Cepre), vinculado à Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, promoverá a partir desta terça-feira, 13, ações tanto no campus de Barão Geraldo quanto em centros de saúdes, creches e escolas municipais. Até a sexta-feira, de acordo com a professora do curso de Fonoaudiologia, Lúcia Mourão, serão realizadas oficinas e prestados atendimentos à população, sempre com o objetivo de orientá-la sobre os cuidados necessários com a voz.

Segundo a professora, um dos sintomas que podem indicar que algo está errado com a saúde vocal é a rouquidão. “Embora muita gente não dê importância a este sinal, ele é muito importante. Se o problema se prolongar por 15 dias, a recomendação é para que a pessoa procure imediatamente um profissional especializado”. A docente sugere, a título de prevenção, que as pessoas evitem o uso do cigarro e gritar com frequência. “Para os profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho, a orientação é para que façam exercício de aquecimento, bebam bastante água e procurem manter o equilíbrio corporal. Uma visita anual ao fonoaudiólogo ou ao otorrinolaringologista também é importante”, diz.

A outra frente de ações já está acontecendo no Hospital de Clínicas (HC) e vai até sexta-feira. Sob coordenação da disciplina de Otorrinolaringologia da FCM, o HC oferecerá atendimento médico especializado à população de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC). O médico Agrício Crespo, chefe da disciplina, esclarece que assim como qualquer outra estrutura do corpo humano, as cordas vocais, responsáveis pela vibração que produz a voz, ficam sobrecarregadas quando são muito exigidas. Por isso, os mais afetados por esses problemas são os profissionais que dependem da voz para trabalhar, como os professores.

Além da rouquidão persistente, outros sintomas podem indicar que algo não vai bem com a saúde vocal. Entre eles estão os pigarros, dores de gargantas constantes, sensação de incômodo ao engolir e perda de voz. O médico lembra que apesar de a população estar mais consciente sobre esses cuidados, o número de casos de câncer de laringe no Brasil ainda é muito elevado. O docente considera que o número de mortes provocada pela doença poderia ser reduzido se as pessoas prestassem mais atenção às alterações de voz e procurassem atendimento médico logo que identificassem algum problema.

Da Unicamp

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