Materiais serão lançados durante uma orientação técnica para educadores de toda a rede

O programa Cultura é Currículo dá mais um importante passo nesta semana. A Secretaria de Estado da Educação lança nesta quinta e sexta-feira, 6 e 7, cadernos específicos de teatro, dança e cinema para que os professores possam explorar melhor as atividades culturais propostas pelo programa. O lançamento será realizado no Centro Cultural São Paulo, durante uma orientação técnica voltada a cerca de 270 educadores das 91 DEs (Diretorias de Ensino) da rede estadual.

“O princípio do Cultura é Currículo é fazer a articulação do conteúdo ensinado em sala de aula com produções culturais do campo da ciência, da tecnologia e das artes, entre elas o cinema [projeto O Cinema vai à Escola” > e o teatro e a dança [projeto Escola em Cena” >. Por isso, nosso objetivo, ao oferecer estes materiais, é fornecer aos docentes suporte e repertório para que eles possam promover essa articulação da melhor maneira possível. Mas os cadernos não trazem fórmulas prontas, é claro. O intuito é que os professores encontrem caminhos para transformar o conteúdo em um projeto próprio junto a seus alunos”, afirma Claudia Aratangy, diretora de projetos especiais da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), da Secretaria. “É um material aberto que permite que professores de todas as disciplinas façam um bom proveito do conteúdo”, acrescenta Devanil Tozzi, gerente de educação e cultura da FDE.

O material do projeto Escola em Cena é composto por três volumes. O primeiro trata das histórias do teatro e da dança, sistematizadas em linhas do tempo. O segundo volume, intitulado “As linguagens do teatro e da dança e a sala de aula”, analisa a questão da mediação dessas expressões artísticas com objetivos e conteúdos curriculares, sugerindo atividades de apreciação e análise de espetáculos. O terceiro título, “Teatro e Educação: Perspectivas”, apresenta três análises, com abordagens que se complementam, sobre o valor das artes cênicas para a educação, como processo de construção de significados, como atividade educativa no âmbito da escola e como espaço de exercício e formação de cidadania.

Além dos cadernos, será lançado o vídeo “Conversas de Teatro”, que mostra entrevistas com especialistas sobre a história do teatro e sobre a importância das artes cênicas para a formação dos alunos: interagindo com essa arte como espectador ou por meio da participação de um grupo de teatro estudantil.

Cada uma das cerca de 5.300 escolas da rede estadual de ensino receberá um conjunto com os três volumes dos cadernos e o vídeo, até o fim deste semestre. O material será enviado também para as 91 DEs.

Já a sétima arte será abordada nos volumes três e quatro da publicação “Caderno de Cinema do Professor”. O volume três contém entrevistas com educadores, cineastas e especialistas em cinema sobre a relação cinema-escola. O quarto volume traz roteiros e elementos para que os docentes possam discutir a segunda caixa de DVDS do projeto O Cinema vai à Escola. Entre os 21 filmes da coletânea estão “Rebobine, Por Favor”, “O Sonho de Cassandra”, “Gran Torino” e “Palavra Encantada”. Todas as escolas de Ensino Médio e Diretorias de Ensino receberão, até o fim deste semestre, dez exemplares dos volumes três e quatro do “Caderno de Cinema do Professor”.

Participam do lançamento dos materiais profissionais como Marcos Napolitano, professor de história da USP (Universidade de São Paulo); Sérgio Rizzo, professor e jornalista; Aimar Labaki (em vídeo), dramaturgo e diretor teatral; e Gisa Picosque, especialista em dança e teatro.

Durante o evento haverá apresentações de espetáculos de dança e teatro e de trabalhos realizados por escolas da rede estadual de ensino a partir das atividades do programa Cultura é Currículo.

O programa tem estimulado os alunos da rede estadual de ensino a se envolverem com o universo das artes. Por meio do projeto O Cinema Vai à Escola, estudantes da Escola Estadual Professor Antonio Zanluchi, localizada em Hortolândia, produziram o espetáculo teatral “O Início e a Evolução do Cinema”. A partir do clássico “Cantando na Chuva”, um grupo de 34 alunos da 7ª e 8ª série do Ensino Fundamental e dos três anos do Ensino Médio escreveu e encenou uma peça sobre a história do cinema.

“Depois de assistir ao filme “Cantando na Chuva”, nós [alunos” > tínhamos de fazer alguma atividade relacionada à obra, que mostra a passagem do cinema mudo para o sonoro. Então optamos por contar essa passagem e toda a história do cinema até os dias de hoje por meio do teatro. Foi uma experiência incrível. Eu não sabia nada sobre cinema e aprendi bastante, adquiri um conhecimento gigantesco. Se possível, eu pretendo continuar trabalhando com cinema e teatro. Me apaixonei pelo tema”, conta a estudante Gisele Pereira da Silva, 17 anos, que concluiu o Ensino Médio no ano passado e assinou o roteiro e a narração do espetáculo. A peça, que tem duração de cerca de uma hora e quarenta minutos, já foi apresentada três vezes desde outubro do ano passado em anfiteatros da região de Hortolândia e foi filmada para registrar o rico trabalho desenvolvido pelos estudantes.

Neste ano, outro espetáculo teatral deve ser produzido pelos alunos da escola Antonio Zanluchi, segundo a diretora Cilene Burti Guelfi. “O projeto [O Cinema vai à Escola” > foi muito produtivo. Os alunos se identificaram porque a proposta não é somente o filme pelo filme, mas sim discutir o processo de produção das obras, o conteúdo delas e sua relação com nosso cotidiano”, afirma a educadora. “Por meio desta ação, os alunos se interessaram pela linguagem cinematográfica, melhoraram seu desempenho, especialmente em português, e passaram a ter mais espírito de equipe e envolvimento com a escola. Tanto que o número de pichações diminuiu”, acrescenta Cilene.

Programa Cultura é Currículo

Implantado desde 2008, o Programa Cultura é Currículo é o maior programa brasileiro de cultura para estudantes, inserido na proposta curricular, com o objetivo de democratizar o acesso de professores e alunos da rede estadual a produções culturais que contribuam para ampliar sua formação. O programa é dividido em três segmentos: Lugares de Aprender: A Escola Sai da Escola, com visitas a espaços culturais como museus; Escola em Cena, que leva alunos para teatros; e O Cinema Vai à Escola, voltado para exibições de filmes dentro das unidades.

No ano passado, a Secretaria investiu cerca R$ 8,4 milhões no programa, que levou um público estimado em 330 mil pessoas, entre alunos e educadores, a diversas atividades culturais na Capital, Grande São Paulo e interior do Estado. O transporte e a alimentação dos estudantes são custeados pela Secretaria.
Neste ano, está previsto um investimento total de R$ 16 milhões. A maior parte do orçamento é utilizada no transporte e na alimentação dos alunos.

Da Secretaria da Educação

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