Exposições acompanham tendência da arte contemporânea de promover interação entre obra de arte e público

Quem ainda não conferiu as instalações de arte cibernética em seis estações do Metrô, tem até este domingo, 30, das 9 às 21 horas, para ver as obras. As instalações, que fazem parte do acervo da Fundação Itaú Cultural, estão desde 17 de abril nas estações Tiradentes, Sé e Paraíso, na Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) e Corinthians/Itaquera, Brás e República na Linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda).

As exposições são assinadas por artistas brasileiros e internacionais e acompanham a tendência da arte contemporânea que é promover a interação entre a obra de arte e o público.

As obras

Na Estação Brás, por onde entram 102 mil pessoas por dia, em média, a obra “Descendo a Escada”, da brasileira Regina Silveira, dá aos visitantes a diferente sensação de uma descida virtual.

Na Estação República, os usuários podem atuar como compositores musicais graças à instalação “OP_ERA: Sonic Dimension”, das brasileiras Daniela Kutschat e Rejane Cantoni. São centenas de linhas verticais luminosas que, quando tocadas, produzem luz e som.

Uma “cachoeira” de algarismos cai sobre os visitantes da obra “Reflexão #3″, de autoria de Raquel Kogan, na Estação Tiradentes. Criada em 2005, “Reflexão #3″ é um espaço fechado e reservado, propositalmente escuro para projeção de imagens luminosas de números nas paredes da instalação. Para melhor aproveitamento do espaço artístico, a artista recomenda a entrada de poucas pessoas por vez no ambiente.

“Text Rain” é a obra instalada na Estação Corinthians/Itaquera. Conforme diz seu título, é uma “chuva” de letras. Em um efeito extremamente interessante, os usuários podem formar palavras com as letras que forem se acumulando na projeção de seus corpos. As artistas responsáveis pela obra são Camille Utterback e Romy Achituv.

Um jardim virtual com sementes de flores de dentes-de-leão, que podem ser “sopradas” na Estação Paraíso, está aberto para os visitantes da instalação Les Pissenlits, obra dos autores Edmond Couchot e Michel Bret. A duração do sopro do visitante dá o movimento às flores.

Outro jardim virtual fica exposto na Estação Sé, por onde circulam 760 mil pessoas por dia. Ocupado pela obra Ultra-Nature, criada em 2008 por Miguel Chevalier, o jardim conta com uma flora com seis variedades de plantas digitais coloridas. Por meio de sensores, os usuários visitantes podem dar vida e movimento às plantas, que vão ganhando novas formas. O idealizador da obra, Miguel Chevallier, explica que a flora do jardim é composta por uma grande variedade de plantas luminosas, fruto da combinação de diferentes sementes virtuais.

Serviço

Exposição Arte Cibernética
Estações: Tiradentes, Sé, Paraíso, Corinthians/Itaquera, Brás e República
Horário: das 9 às 21 horas
Dentro da área paga das estações

Do Metrô

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