Cada vez mais as pessoas estão depositando informações pessoais na Internet. O uso de e-mails e comunicadores instantâneos é uma realidade no cotidiano. Dados pessoais são publicados constantemente em redes sociais. Também cresce o número de pessoas que compartilham textos, planilhas, tabelas e agendas em serviços como o Google Docs. Esta é a chamada “navegação nas nuvens”. Tudo está na Internet e pode ser acessado de qualquer computador. Maravilhoso, não!? Sim, desde que essas informações estejam protegidas por uma boa senha.

Quem é familiarizado com a Internet sabe que é imprescindível para uma navegação segura o uso de senhas difíceis de serem descobertas e que devem ser trocadas periodicamente. Mas há quem não tenha essa preocupação talvez por falta de conhecimento ou por ilusão de que nada acontecerá. Ledo engano. A importância de senhas seguras é algo que todo mundo deve ter em mente – até porque, fora da Internet, todo mundo tranca a porta de casa e coloca bons cadeados no portão.

Ficou famoso o caso de uma funcionária do setor administrativo do site Twitter que teve sua senha descoberta por um criminoso virtual. Bastou o cracker adivinhar a palavrinha mágica que a moça tinha escolhido para proteger seus dados pessoais para que ele tivesse acesso a diversas informações sigilosas. O resultado foi que perfis famosos como o de Barack Obama e Britney Spears acabaram sendo comprometidos. Sabe qual era a senha da funcionária do Twitter? Era “felicidade”.

A imprudência na Internet também se revela em números. O grupo de segurança na computação Symantec fez, em março de 2010, um levantamento com 450 internautas e constatou que apenas 18% deles utilizavam senhas diferentes para os sites em que possuem uma conta. Fora isso, a pesquisa mostra que 63% alteram suas senhas com rara frequência e que 6% nunca mudam suas combinações e nem sabiam que podiam mudá-las. O relatório também indica que 5% das pessoas usam o nome do meio como senha e 9% utilizam a data do aniversário.

Para fugir do risco confira dicas de como ter senhas mais seguras

1- Use senhas com letras, números e símbolos.

2- Nunca use como senha dados pessoais ou palavras de dicionários.

São muitos os serviços oferecidos na Internet que guardam nossas informações. Para acessá-los, basta um nome de usuário e uma senha. E se ela for descoberta? Para maior segurança, especialistas recomendam o uso de senhas diferentes para cada site. Então:

3- Não use a mesma senha para todos os sites que você navega com frequência.

E para fugir de programas maliciosos que tentam adivinhar nossas senhas?

4- Não inverta palavras achando que a senha ficará mais segura (bons verificadores de senha revertem palavras comuns)

5- Crie uma senha de no mínimo oito caracteres (quanto mais longa a senha, melhor)

6- Misture letras em caixa alta e baixa

Atenção: Não vá entregar de bandeja sua senha para um bisbilhoteiro de plantão. Então:

7- Não anote sua senha! Nunca guarde uma senha em papel! É mais seguro memorizá-la. E não compartilhe sua senha com ninguém!!!

Os sites costumam pedir uma resposta para perguntas secretas, como “Qual o nome do seu animal de estimação?” Esse mecanismo é utilizado para recuperar uma senha esquecida, mas pode servir como caminho para alguém mal-intencionado ter acesso aos nossos dados. Mesmo com uma senha difícil, responder a pergunta secreta fica moleza quando deixamos pistas de nossas vidas em conversas pelo twitter, facebook, etc. O negócio é deixar a pergunta secreta também protegida. Uma dica pode ser:

8- Escolha respostas falsas para perguntas como “qual o nome do seu animal de estimação”, ou crie perguntas obscuras, ao invés das questões padronizadas propostas pelos sites. Não utilize respostas óbivias

Ok, segurança é importante. Mas… e para memorizar tudo isso!!!

9- Existem alguns macetes para se decorar uma senha, como escrever acrônimos. A idéia é a seguinte:

- Pense em uma frase memorável, como “o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria neste instante”.

- Transforme num acrônimo utilizando a primeira letra de cada palavra. No nosso exemplo, o acrônimo seria “osdlerfbncdpni”.

- Feito isso, aí sim você adiciona a tão falada complexidade, substituindo letras por números e símbolos no acrônimo. Por exemplo: substitua n por 9 e a letra d por @. Ficariamos com “o7r@77w,7ghwg”.

- Mais complexidade pode ser adicionada colocando pelo menos uma das letras em caixa alta, como. “o7r@77w,7gHwg”

Por último, se você achar complicado criar senhas complexas e ainda tiver problemas para memorizá-las, existem programas gratuitos de administração de senhas, que podem ajudar a manter o controle sobre suas combinações. Além disso, fora a criação de senhas, o gerenciamento delas é muito importante.

10- Gerencie suas senhas utilizando programas como o KeePass, o 1Password e o RoboForm

A informações fazem parte da Cartilha de Segurança para Internet preparada pelo Cert.br. Se você quiser mais sobre criação e proteção de senhas, consulte página do site InfoWester.

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Um comentário Aprenda a fazer senhas seguras

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