quando tinha 10 ou 11 anos e fui para o educandário Dom Duarte, junto com meu irmão, o Aílton. Ele tinha 9 anos. Praticamente fomos arrancados de casa por algumas pessoas da igreja que minha mãe passou a frequentar devido à ausência do meu pai. Nos estávamos vivendo numa precariedade total, teve dia que a gente não tinha o que comer. Aí surgiram as irmãs da Assembléia de Deus. Elas, vendo o estado em que nos encontrávamos, resolveram ajudar minha mãe, arrumando um lugar para a gente viver até que ela tivesse condições financeiras e psicológicas.


Ao se sentir abandonada, com filhos pequenos para criar e ainda estando grávida, ela começou a entrar em depressão, e o quê no começo achamos que era por pouco tempo passou a ser por toda a minha adolescência no educandário. Não estou aqui me queixando, não. Pelo contrário, aquilo que no começo pareceu ser ruim foi bom para nossas vidas, aprendemos a superar as dificuldades. Venham elas de onde vierem, nunca desistiremos de lutar e procurar ser melhores como ser humano.

Autor: Adailto Roberto, 43 anos, Itapecerica da Serra – SP

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