Conheça a história de Elizangela Souza de Marabá paulista que vem ajudando na inclusão de pessoas com deficiência

Atender deficientes auditivos e visuais, buscando a melhora da qualidade de vida deste público por meio de aprendizados como libras, braile e informática. Foi imaginando este cenário que Elizangela Souza, monitora do posto de Marabá Paulista, escreveu o projeto “Vivendo, Vendo e Ouvindo”, ativo na RdP (Rede de Projetos) do Acessa SP desde o ano de 2006, com aproximadamente 15 usuários atendidos.


A princípio, ela não tinha experiência com este público, então fez um levantamento de instituições que trabalhavam com isso. Em paralelo, para ter certeza de que o projeto teria aderência e, mais do que isso, pudesse criar argumentos sólidos em busca de parceiros, ela solicitou à Secretaria da Saúde os números de deficientes existentes na cidade.

Em seguida, escreveu o projeto detalhadamente e também tratou de conscientizar a população da cidade em torno da questão. Para dar ainda mais força à iniciativa, fez contato com profissionais que têm ligação com o tema, como fonoaudiólogos e representantes de instituições atuantes nesta área, e organizou um ciclo de palestras sobre este assunto.

A fonoaudióloga Fernanda Proença foi uma das palestrantes que atuaram neste processo e, até hoje, presta assessoria ao projeto respondendo às dúvidas da Elizangela. O coordenador da APAE de Boituva, Almir Alves da Silva, também tem experiência com o tema e se dispôs a apoiar o projeto.

Foi com ele que Elizangela teve a ideia de propor uma conscientização dentro das escolas, para que as crianças também passassem a encarar a diversidade de forma tranquila. Em parceria com a Secretaria de Educação, foi proposto para alunos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental da rede municipal que fizessem uma redação e um desenho com o tema: “Eu posso ser feliz sem ver e ouvir?”.

De acordo com Elizangela, a proposta mais criativa ganharia um prêmio: “O aluno que ganhou ficou emocionado quando viu que o desenho dele foi parar no convite para o meu projeto.”

Bons contatos, boas parcerias

Para divulgar o projeto e, com isso, atrair participantes, parceiros e recursos, Elizangela organizou alguns eventos, entre eles, a “Festa da Pizza”, em parceria com a Secretaria da Educação. Com o dinheiro arrecadado, eles compraram óculos, aparelhos auditivos e outros materiais de extrema importância para pessoas que têm algum tipo de deficiência e não dispõem de boas condições financeiras para investir nestes equipamentos.

A divulgação na imprensa local complementou o trabalho realizado e o projeto contou com parceiros de peso, como Banco Real, Banco Bradesco e o Instituto Nacional de Educação do Surdo (INES). Por meio destes contatos, ela conseguiu softwares específicos para usuários com deficiência visual, uma coleção de livros em braile, kits para pessoas com deficiência visual total e baixa visão e até uma biblioteca de Cds e DVDs sobre a educação de surdos, em temas variados como: língua portuguesa, sexualidade, drogas, dicionário de sinais, contos, entre outros.

Recentemente, Elizangela também conseguiu um computador, posteriormente doado a um usuário do projeto que se destacou muito no uso da máquina. E ela não para por aí: ainda pretende arrecadar uma máquina de braile e mais um computador, que será entregue a uma usuária com deficiência visual que passou no vestibular e agora vai fazer Pedagogia. Se depender de Elizangela, nenhuma deficiência física será obstáculo para a inclusão digital dos moradores de Marabá Paulista.

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